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Notícias
do Fórum:
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
17 DE ABRIL
Pesquisa, tecnologia e investimento
Debatedores
do tema Educação, Ciência e Tecnologia chegam à
conclusão de que o desenvolvimento do país só será possível se empresas
e pesquisadores brasileiros atuarem em harmonia
"A
riqueza e a pobreza das nações está condicionada ao desenvolvimento educacional,
cultural e tecnológico". A afirmação foi do reitor da Universidade de Brasília
(UnB), professor Lauro Morhy, ao abrir o debate sobre Educação, Ciência e
Tecnologia. Esse foi o sexto painel do Fórum Brasil em Questão - A Universidade e a Eleição Presidencial, realizado no dia 17 de abril, no Centro Comunitário
da UnB. O debate, coordenado pelo reitor, teve a participação do educador
João Batista de Oliveira, especialista em educação e ex-professor da PUC-RS;
do físico Sérgio Machado Rezende, professor da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE) e do economista Roberto Vermulm, diretor do Centro de Gestão e Estudos
Estratégicos do Ministério de Ciência e Tecnologia. O fórum foi transmitido
ao vivo por vídeo conferência para a Escola do Futuro da Universidade
de São Paulo (USP) e pela internet.
O reitor Lauro Morhy enfatizou que o preparo educacional e cultural de um
povo é mais importante do que a riqueza física do país, lembrando que, nos
Estados Unidos, este valor é três vezes superior aos bens materiais. Segundo
ele, a sociedade da informação em que vive o mundo contemporâneo exige qualidade
e excelência do conhecimento e é isso que a sociedade vai cobrar dos novos
dirigentes brasileiros que serão eleitos em outubro próximo.
Para
o reitor, educação, ciência e tecnologia são vertentes interligadas que impulsionam
e aceleram a sociedade moderna. Lauro Morhy conclamou a sociedade brasileira
a acabar com o apartheid que existe atualmente entre a academia e o setor
produtivo, e que não ocorre nos países desenvolvidos. "A integração entre
a universidade e as empresas é essencial para garantir o desenvolvimento do
País", disse o reitor.
O
educador João Batista de Oliveira defendeu a necessidade de grandes mudanças
no setor educacional, destacando que o País gasta mal os poucos recursos de
que dispõe para essa área. Segundo a análise de Oliveira, o crescimento desenfreado
da educação provocou uma hiperinflação educacional que precisa ser combatida
como aconteceu na economia.
Entre esses fatores, ele citou o ensino fundamental onde estão matriculados
cerca de 35 milhões de brasileiros, dez milhões a mais do que o total da população
brasileira na faixa etária própria desse ensino, que é de sete a 14 anos de
idade. Com isso se gasta mais para atender uma faixa etária que deveria estar
em outro nível. O professor João Batista ressalta um fato grave: grande parcela
da população matriculada no ensino fundamental é constituída de analfabetos.
"Estas distorções precisam ser corrigidas para garantir ao ensino brasileiro
uma melhor qualidade", critica.
O
físico Sérgio Rezende assinalou que as eleições são uma oportunidade para
que a sociedade brasileira seja sacudida, mesmo que levemente, para participar
do debate e indicar soluções para o País. Ele disse que a UnB está credenciada
para promover este tipo de debate, primeiro por sua localização na capital,
e, mais do que isso, porque "sua criação representou uma importante mudança
no perfil da universidade pública brasileira". Rezende é a favor de que pesquisa
e desenvolvimento atuem de forma harmônica, o que não ocorre atualmente no
Brasil. Defendeu a necessidade maior integração, citando os exemplos dos Estados
Unidos e da Coréia em que houve inserção nas empresas de pesquisas, de pesquisadores
e do conhecimento gerado na universidade. No Brasil, ao contrário, o desenvolvimento
científico foi separado do sistema produtivo. Mas que, acrescentou, ainda
há tempo de alterar essa política e a mudança deve começar logo.
Os indicadores brasileiros de desempenho científico são mais favoráveis do
que os de desempenho tecnológico, reconheceu o economista Roberto Vermulm.
Os cientistas brasileiros publicam muito mais pesquisas do que têm participação
efetiva no desenvolvimento e registro de patentes. "A capacitação científica
é mais forte, mais intensa e mostra que nossos cientistas têm competência,
mas isso não se revela em termos de desenvolvimento tecnológico", disse ele.
Vermulm
defendeu a necessidade de pôr fim à dicotomia entre ciência e tecnologia,
promovendo uma maior integração e relacionamento entre os dois setores. "
A recolocação de C&T como área estratégica do País é uma imposição", diz o
diretor do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos. Ao mesmo tempo, propôs
uma maior aproximação entre a universidade e o setor produtivo.
O
próximo debate será realizado no dia 24 de abril e o tema será Cidadania,
Exclusão Social e Violência.
Não perca!
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UnB. Pariciparam dessa cobertura os jornalistas Ariane Abrunhosa, Ismália Afonso, Welligton Fonseca e o estagiário Luiz Carvalho. Apoio de Branca Reis e Fotos de Ornil Júnior.
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Alunos da UnB em alto e bom som
Requinte, charme
e bom gosto no Brasil em Questão com o jazz dos saxofones do departamento
de Música. Foi a segunda vez consecutiva em que alunos da UnB abriram o debate
com música.
A
sofisticação fez a diferença na apresentação cultural do sexto painel do fórum
Brasil em Questão. Desta vez, quatro saxofones animaram os momentos que antecederam
o debate. Os jazzistas José Luiz (sax alto), Rodrigo Montes (sax alto), Edísio
Lacerda (sax tenor) e Paulo Rogério (sax tenor) são alunos do Departamento
de Música da Universidade de Brasília (UnB).
Na
apresentação, uma das primeiras do quarteto, o repertório foi composto por
quatro peças assinadas por Lennie Niehaus. "Estamos começando com o grupo.
Ainda não montamos todo o repertório", pondera José Luiz, que também é saxofonista
profissional componente da banda brasiliense Birinaite.
O
ecletismo tem sido a marca principal das apresentações culturais do Brasil
em Questão. Já passaram por lá moda de viola, choro, trombone, flautas e sopros.
O grupo de jazz é o segundo grupo composto por estudantes da própria universidade
a se apresentar antes dos debates.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social. Foto: Ornil Júnior
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O DEBATE |
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O
DEBATE "Na época das eleições, a sociedade desperta para discussões das questões que são importante para o país, importantes para o presente e para definir os caminhos do futuro. A Universidade de Brasília, aqui no centro do país, fazendo 40 anos, possui grande credibilidade para promover esse debate e dar visibilidade aos resultados. Influenciar os programas dos candidatos e fazer com que os governantes eleitos, sejam eleitos com compromissos assumidos perante a classe intelectual, perante pessoas que estão pensando o Brasil'. INICIATIVA PRIVADA "Cabe muito mais ao sistema produtivo a iniciativa de buscar a Universidade. Não é a Universidade que vai dizer para o sistema produtivo o que fazer ou como melhorar os seus produtos. É preciso que o sistema produtivo queira fazer isso". Sérgio Machado Rezende |
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O DEBATE "Na área de Ciência e Tecnologia, foi levantada a preocupação com a destinação das verbas, com os fundos setoriais. A preocupação que essa verbas não fiquem exclusivamente endereçadas para tecnologias associadas as empresas, a necessidade de não se descuidar da ciência básica e uma preocupação muito grande com relação à ausência de uma cultura no país, que seja capaz de transformar o saber em coisas de resultados. Que tragam, também resultados para o nosso povo, para o desenvolvimento do país". PLANEJAMENTO DINÂMICO "A Universidade precisa se redefinir, se reprogramar, aliás, uma Universidade precisa ter um planejamento dinâmico, estar permanentemente em renovação. O problema da Universidade e da Educação não é só recursos. É, também, boa gestão, melhor participação e passa por uma boa política de pessoal. Precisamos ter uma melhor política de pessoal com salários mais compatíveis". Lauro Morhy |
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| O
DEBATE "É muito importante porque cria um espaço para que livremente, abertamente, independente da posições políticas, ideológicas e partidárias da pessoas a gente esteja discutindo um tema que é super importante para o futuro desse país. É, também, importante porque a partir daqui, a gente vai dizer aos candidatos, aquilo pensamos sobre cada um dos temas. Deixamos de ter uma postura passiva e reativa, Parar de perguntar o que eles vão nos trazer e dizer o que achamos sobre cada tema, cada assunto". PESQUISA PRODUTIVA "Os últimos dois ou três anos do governo foram muito positivos para área de Ciência e Tecnologia: recursos foram disponibilizados, foram criados os fundos setoriais e procurou-se ter uma cultura mais cooperativa. Agora, estamos correndo atrás de um prejuízo, de duas décadas. Então, há muita coisa para ser feita. Recuperar nossa capacidade de pesquisa e fazer investimento na ciência básica, é extremamente importante. É fundamental a gente levar parte desse conhecimento, que já é dominado pelas universidades, pelos institutos de pesquisa para o setor produtivo." Roberto Vermulm |
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Curriculum dos debatedores de "Educação, Ciência e Tecnologia"
Sérgio Machado Rezende
Físico, especializado em magnetismo e materiais magnéticos, é doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Professor titular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rezende atuou na capacitação do Grupo de Magnetismo e Materiais Magnéticos (MMM) do Departamento de Física. Foi secretário de C&T do Estado de Pernambuco, atualmente, ocupa o cargo de secretário de Patrimônio, Ciência e Cultura da Prefeitura de Olinda.
Contato: smr@df.ufpe.br
Roberto Vermulm
Doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP), atualmente é o titular da cadeira Economia da Tecnologia na instituição. Consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial - IEDI - e dirige o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos - CGEE - órgão de inteligência do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
Contato: rvermulm@cgee.org.br
João Batista de Araújo e Oliveira
Pós-graduado em Administração pela Stanford University, Oliveira é autor de um famoso estudo que discutiu o futuro da educação na América Latina e no Caribe. Nesse, ele afirma que a reforma do ensino médio, patrocinada pelo MEC, privilegia os alunos vindos da elite. O educador é autor de cinco livros, entre eles A Pedagogia do Sucesso e Aprender e Ensinar.
Contato: jm@zaz.com.brLauro Morhy
Reitor da Universidade de Brasília (UnB) - no segundo mandato consecutivo (1997/2001) -, é Doutor em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). Realizou a determinação da primeira estrutura seqüencial de uma proteína no Brasil (feijão Vigna unguiculata), usado na alimentação popular. Fundou o Centro Brasileiro de Serviços e Pesquisas em Proteínas e criou o Programa da Avaliação Seriada (PAS), uma nova forma de entrar na universidade.
Contato: lmorhy@unb.br| Voltar ao Início |
O físico e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sérgio Rezende, criticou o governo pela falta de política pública para a educação, ciência e tecnologia (C&T). Rezende - que foi secretário de C&T do Estado de Pernambuco e é, atualmente, secretário de Patrimônio, Ciência e Cultura da Prefeitura de Olinda - diz que é necessário se criar possibilidades para que o setor privado se interesse em investir nessas áreas no Brasil. Em entrevista à jornalista Ariane Abrunhosa, da Assessoria de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), ele ressaltou a importância da criação de uma cultura em C&T.UnB - Na sua exposição, o senhor falou sobre a história do desenvolvimento em Ciência e Tecnologia no Estados Unidos e no Brasil. Qual os principais pontos dos dois modelos?
Sérgio Rezende - Os Estados Unidos são um país que tem a mesma idade que o Brasil. Em 1750, eles tiveram a felicidade de ter pessoas fazendo ciência, desenvolvendo pesquisas e, ao mesmo tempo, influenciado politicamente. O pesquisador tem uma atitude de enfrentar o mundo, não só na ciência, mas em relação as questões que afetam o seu ambiente. Benjamim Franklin foi o primeiro físico americano, também, foi deputado, fez um jornal que pregava idéias libertárias e foi um dos redatores da independência norte-americana, que ocorreu muito antes da brasileira. E, a independência política foi conquistada pelos americanos. O Brasil, por outro lado, sempre teve uma elite dominadora, muito ligada ao sistema internacional. Naquela época estava ligada a Portugal e isso representava uma forma de submissão dos destinos do país. Isso teve conseqüências que existem até hoje. Não somente, a nossa ciência não se desenvolveu, não trazendo benefícios para sociedade e hoje estamos politicamente muito dependentes do que ocorre lá fora.UnB - O que é necessário fazer para haver um desenvolvimento em Ciência e Tecnologia no país?
Rezende - O Brasil tem a maior comunidade cientifica da América Latina. Possui, hoje, cerca de 50 mil pesquisadores que, apesar de não possuir a dimensão necessária para o Brasil, é a maior da América Latina. O que precisamos é de atividades de pesquisa, de inovação. Fazer com que haja modificação nos produtos para eles terem um maior valor agregado. É preciso fazer com que isso entre no sistema produtivo. E, isso depende de políticas governamentais, de incentivos e coercitivas. É um problema complexo que exige uma determinação de governo. Enquanto essa determinação não existir, vamos continuar com a Ciência e Tecnologia sem contribuir, diretamente, para o aumento da riqueza nacional.UnB - Qual o papel dos fundos setoriais?
Rezende - Os fundos setoriais representam uma forma sistemática, concreta de gerar recurso para ciência e tecnologia. Como foram criados num período de tempo muito curto, não houve, ainda, uma oportunidade para que eles tivessem uma aplicação mais coerente. O novo governo vai herdar esses fundos e terá uma grande responsabilidade de fazer com que eles sejam usados para desenvolver ciência, mas também fazer com que a ciência contribua para o sistema produtivo.UnB- Como aproximar a Universidade do sistema produtivo?
Rezende - O governo tem o papel de mudar a atitude do sistema produtivo. O sistema produtivo tem de alguma maneirar entrar nessa política de fazer inovações. No momento que fizer isso, vai sentir a necessidade de se aproximar da Universidade. Nenhuma empresa vai conseguir ter laboratórios, pesquisadores em quantidade suficientes para resolver seus problemas. Então, a empresa será obrigada a buscar na Universidade.
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Opinião de quem participou do debate
O que o Brasil deve fazer para melhorar as áreas de C&T e educação?
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"A
educação é essencial. Deveria ser o principal setor de investimento de
qualquer governo. Com educação, você melhora todas as condições de vida
da população, de uma maneira geral. Além disso, penso que se investe pouco
em ciência e tecnologia no Brasil" Felipe Sampaio, 24 anos, 10º semestre de Agronomia |
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"Falta apoio mesmo. A gente, que é da área de ciências, de física, vê
que falta muito apoio, principalmente para a área de pesquisa. O pessoal
não recebe material para trabalhar, as bolsas de pesquisas são pequenas.
Assim, os pesquisadores daqui vão para o exterior. Deveria-se destinar
uma parte maior da arrecadação para a pesquisa." Marcelo Monteiro, 23 anos, 5º semestre de Física |
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"Tem
de haver incentivo, aumento de verbas e planos mais específicos. Mais
bem direcionados. Não adianta destinar uma grande quantidade de verbas,
se você não tiver um planejamento de como aplicá-las. São duas coisas
que têm de caminhar juntas, principalmente nessa área de ciência e tecnologia,
que demanda muito dinheiro." Enrique Bessoni, 19 anos, 1º semestre de Psicologia |
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"É
aquela mesma história de sempre. Tem de distribuir e dar um destino melhor
para o dinheiro." Márcio Mandelli, 23 anos, 8º semestre de Biologia |
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"Deveria
haver maior conscientização na cabeça dos empresários para associar
a questão da tecnologia como investimento, porque o empresariado só
quer saber da rentabilidade e, às vezes, deixa de investir na área tecnológica." |
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"Primeiro,
deve-se priorizar o ensino público, a educação básica, fundamental. Depois
começar a investir mais em pesquisa e em desenvolvimento, para melhorar
a universidade e incentivar mais os alunos." Janaína Batista Silva, 18 anos, 2º semestre de Relações Internacionais |
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"Os nossos candidatos deveriam estar presentes não só em um dia de debate,
mas também estar a par dessas questões que estão sendo colocadas, para
que eles respondam em seus programas político-partidários, em vez de
ficarem apenas criticando os podres dos outros partidos e candidatos."
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"O problema principal é que o Brasil traz em sua história uma tradição
de importação de conhecimentos e de tecnologias. E tem uma dificuldade,
como país periférico, de difundir internamente as tecnologias. No Brasil,
sempre se deu muita ênfase à questão econômica. Não que ela não seja importante.
Mas precisamos dar oportunidade para todos os setores - tanto para a universidade,
que gera o conhecimento, como para o empresariado, que utiliza esse conhecimento
- formando a tecnologia. Se não seguirmos esse rumo, aí fica difícil." João Augusto, 38 anos, professor de Geografia da Fundação Educacional |
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"É
importante o aspecto da educação fundamental. O que acontece é que há
um grande número de pessoas que continuam cursando, passando e sendo
aprovadas, mas com um grau de instrução muito restrito. Deve-se investir
na qualificação do ensino e estabelecer testes e fiscalização em relação
à qualidade do ensino." |
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"Investir em pesquisa seria uma saída. O governo deveria dispor mais verbas
para pesquisa e educação, nas faculdades mesmo. Seria um rumo." Jaciene do Nascimento, 27 anos, 3º semestre de Jornalismo |
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"Para melhorar essas áreas, tem de haver maior investimento por parte
do governo. Mais prioridade também para a universidade pública e para
o ensino público." Inaê Quirino Santos, 21 anos, 5º semestre de Antropologia |
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"Deveria ter mais investimento em pesquisa para a formação de uma mão-de-obra
mais qualificada. Em muitas faculdades e instituições particulares, a
intenção não é formar uma mão-de-obra qualificada, e sim, aquele aluno
que pague. Deve-se investir na qualificação dessa mão-de-obra que está
ingressando no mercado agora ou se formando numa universidade particular.
Já no caso da universidade pública, tem de continuar investindo cada vez
mais na área de pesquisa." Lucas Karam, 18 anos, vestibulando |
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"O
crescimento tecnológico ocorre nas universidades. Talvez se o governo
passasse mais dinheiro para as elas ou se houvesse mais parcerias com
empresas para o desenvolvimento da pesquisa, ajudaria." Daniele Menezes Nascimento, 21 anos, 4º semestre de Estatística |
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UnB. Entrevista à Luiz Carvalho. Fotos: Ornil Júnior
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