A Universidade e a Eleição Presidencial
Centro Comunitário Athos Bulcão - Campus da UnB - 10 h

Notícias do Fórum:
DIVERSIDADE REGIONAL BRASILEIRA
05 DE JUNHO

Problema para várias gerações

Fotos: Ornil Júnior

Reunidos na Universidade de Brasília, especialistas falam sobre desenvolvimento regional e concordam que as disparidades entre regiões do país só poderão ser resolvidas a longo prazo

A necessidade de uma política consistente e efetiva de desenvolvimento regional, com garantia de investimentos nas áreas de produção e social e que promovam a redução das disparidades regionais existentes no Brasil, foi o principal pedido feito pelos participantes do painel sobre Diversidade Regional Brasileira, do Fórum Brasil em Questão - A Universidade e a Eleição Presidencial, organizado pela Universidade de Brasília (UnB).

Coordenado pelo professor de Economia da UnB, Marcos Formiga, o painel contou com a participação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), da professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Adélia Aparecida de Souza, de Maria Cristina Mac Dowell, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e do professor Armando Mendes, consultor da ONU sobre a Amazônia.

Ao abrir o debate, o reitor da UnB, Lauro Morhy, anunciou que depois da realização de todos os painéis (que terminarão em julho), os candidatos à presidência da República estarão, a partir de 7 de agosto, na UnB. Eles receberão um livro com todas as propostas levantadas durante o ciclo de debates e discutirão os programas de governo.

Marcos Formiga assinalou que os estudos acadêmicos sobre a diversidade regional brasileira existem há mais de 150 anos e começaram a ser feitos durante o século XIX, quando uma grande seca assolou o Nordeste. Foi nesta época que o imperador Dom Pedro II prometeu que venderia até a última jóia da coroa para que nenhum outro nordestino morresse de fome. "Como todos sabemos, nenhuma jóia foi vendida e os nordestinos continuaram morrendo de fome", disse. Segundo ele, a solução para a questão da diversidade regional está na educação e que não há saída para o País sem passar pelas portas da escola para romper o círculo vicioso da pobreza.

Num discurso propositadamente teatral, com a leitura de textos de músicas, o senador Eduardo Suplicy fez uma defesa enfática do projeto de Renda de Cidadania - de sua autoria - para que todos os brasileiros tenham renda mensal mínima e mostrou a idéia como forma de contraposição às desigualdades regionais e sociais existentes no País.

Suplicy citou o poeta Patativa de Assaré que - em A Triste Partida, música cantada por Luiz Gonzaga - mostrou o nordestino como escravo tanto no Norte como no Sul. O senador comparou a poesia regional de Assaré à produção recente do rap da periferia de São Paulo, em que nos versos de Um Homem na Estrada - do grupo Racionais MCs - a mesma situação se repete em relação à nova geração de brasileiros.

Para o senador, desenvolvimento só se faz quando se amplia o grau de escolha e de liberdade do cidadão e que o programa de Renda de Cidadania é a principal fórmula para se alcançar uma sociedade mais justa. Enfatizou ainda que o projeto vai precisar de apenas 5% do PIB - cerca de R$ 86 bilhões -, valor inferior ao gasto pelo Brasil para pagar os juros das dívidas interna e externa.

A professora da Unicamp, Maria Adélia de Souza, discípula do geógrafo Milton Santos, louvou a iniciativa da UnB de trazer ao campus o debate presidencial. Como especialista em Geografia Humana, ela apresentou uma divisão diferente da regional. "O território se apresenta como abrigo e como recurso", ressalta. Em ambas categorias, deveria ser um bem dos brasileiros. Mas ela denunciou que o território recurso é utilizado em favor do mercado internacional e que isso representa séria ameaça à soberania nacional. Adélia defende que as iniciativas propostas sejam adotadas para atender às necessidades da sociedade brasileira e não do exterior, como ocorrem atualmente.

A economista do IPEA, Maria Cristina Mac Dowell, tirou a discussão do campo das idéias e exibiu números sobre o país, ilustrando o quadro da desigualdade existente entre as regiões. De acordo com os dados, o PIB per capita do nordestino nunca ultrapassou 50% da média nacional (R$ 2.600 contra R$ 5.740) e que região participa com 13% da renda nacional com população correspondente a 28% dos brasileiros. "Falta ao País uma definição de como deve ser o modelo de política regional e de política de desenvolvimento", critica.

Encerrando o debate, o professor Armando Mendes, que é um dos maiores especialistas sobre a Amazônia, propôs uma mudança de definição das discussões, assinalando a necessidade de preservação da unidade nacional. As desigualdades espaciais e sociais, afirmou, representam uma ameaça e um risco à unidade nacional, com uma possível fragmentação do território nacional.

Para combater essa possibilidade de ruptura da unidade, o professor Armando Mendes defendeu a necessidade de se estabelecerem fundos, mecanismos e políticas que reduzam as disparidades regionais, possibilitando que determinadas regiões possam crescer mais rapidamente. Assinalou, no entanto, que essas políticas precisam levar em conta as diversidades regionais, possibilitando atuações específicas para cada região.

Como exemplo, ressaltou que não há sentido em incentivar o plantio de soja na Amazônia, mas sim em estimular o desenvolvimento e a geração de renda por meio dos produtos que são próprios da região, lembrando o caso do açaí e outros produtos que são consumidos nacionalmente. O próximo debate será no dia 19 junho, sobre o tema Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Amazônia. Não perca!

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UnB. Participaram dessa cobertura os jornalistas André Augusto Castro, Ariane Abrunhosa, Rodrigo Caetano e Welington Fonseca. Fotos de Ornil Júnior

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De Jacob do Bandolin a Sivuca



Trio apresentou chorinhos e sambas na abertura do oitavo painel do Fórum Brasil em Questão. Os músicos tocaram obras de Jacob do Bandolin, Waldyr Azevedo, Sivuca e Joaquim Calado

Os músicos mostraram versatilidade ao tocar chorinhos e sambas de várias gerações de compositores nacionais. Os músicos Paulão (cavaquinho), Alex Souza (violão) e Rogério (pandeiro), abriram com Receita de Samba de Jacob do Bandolin.

Logo em seguida veio Pedacinho do Céu, de Waldyr Azevedo, e um pot-pourri de Assanhado (Jacob do Bandolin) e Brasileirinho (Waldyr Azevedo). Por conta do ligeiro atraso do senador Eduardo Suplicy, os músicos tiveram de improvisar. Emendaram com Santa Morena (Jacob do Bandolin), Feira de Mangaio (Sivuca) e fecharam o show com Flor Amorosa, de Joaquim Calado.

Os irmãos Paulão e Rogério, ambos ex-alunos da UnB, fazem parte do grupo Feijão de Bandido. Alex Souza é aluno de Artes Cênicas e faz parte do grupo A Caixa.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social. Foto: Ornil Júnior

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O que pensam os debatedores

 

O DEBATE
"É uma iniciativa extremamente oportuna da Universidade de Brasília. Chega a ser até surpreendente que isso não tenha sido feito, por nenhuma universidade, durante as outras eleições. É importante mostrar para os eleitores quais são as principais questões do país e quais são os pontos em que o eleitor deve prestar atenção antes de escolher um candidato"

INVESTIMENTOS JÁ!
"É preciso aumentar com urgência a política real de investimentos nas regiões do país. Isso deve ser feito, principalmente, para aumentar o crescimento do produto e da renda dentro de cada região. Esse capital deve ser mantido prioritariamente e mais rapidamente nas regiões menos avançadas do país. É claro que os investimentos nas regiões mais avançadas deve continuar. Mas se continuarem a ser feitos na mesma proporção atual, a diferença continuará"


Armando Mendes

     
  O DEBATE
"É fundamental esse debate, dificilmente existe uma preocupação em dar visibilidade ao que é produzido na Universidade. Eu, sempre falei somente para os meus pares, sobre o meu trabalho e minhas pesquisas e nós produzimos ciência para a sociedade. Imagina a importância de falar para os candidatos''

TAREFA GIGANTESCA
"É preciso atualizar a teoria sobre o território brasileiro, estudar outras categorias de análise e não apenas a economia. É necessário ver o território a partir da tecnologia, da informática e da cientifização. Então, surgem outras interpretações sobre o nosso país. É preciso governar para o povo brasileiro e não para o mercado e para os bancos com vêm acontecendo nos últimos oito anos. Da maneira como está montado o aparato tecnológico são as multinacionais que se beneficiam"

Maria Adélia Aparecida de Souza
     
  O DEBATE
"Essa iniciativa da UnB é de extrema importância, pois é um ano eleição, no qual, é fundamental que se tenham propostas mais aprofundadas dos grandes temas nacionais"

O NORDESTE
"Para o Nordeste, é importante definir um modelo de desenvolvimento sustentável, que permita as pessoas da região continuar produzindo ao longo dos anos e não somente políticas compensatórias. Políticas de incentivos a investimentos privados, microcrédito, tecnologias para implantação de áreas agrícolas e não simplesmente transferência de renda"

Maria Cristina Mac Dowell
     
  O DEBATE
"É uma iniciativa pioneira da Universidade de Brasília se comparada a outras universidades do país. Mas essa iniciativa é obrigação de todas elas. Ano eleitoral é uma época de esperanças e a universidade deve carregar essa chama e sair do discurso, da reflexão introspectiva para o debate de fato. Praticar o que é resolvido e estudado na academia. Confrontar pensamentos"

VÁRIAS GERAÇÕES
"Corrigir essas disparidades será uma tarefa para várias gerações brasileiras. Mas esse processo deve ser iniciado com a maior urgência possível. Será preciso ter agilidade, contar com o apoio da sociedade, dedicar recursos especialmente para isso e, principalmente, ter vontade política. Não existe uma receita de como mudar as diferenças no desenvolvimento regional, mas uma boa iniciativa é dedicar incentivos fiscais principalmente às regiões mais oprimidas (Centro Oeste, Norte e Nordeste). São elas que recebem menos investimentos"

Marcos Formiga
 
  O DEBATE
"É formidável esse debate sobre diversidade regional acontecendo online com a USP. É o papel da universidade brasileira propor políticas de desenvolvimento saudável para o país. Senti-me honrado com o convite para participar"

SOLUÇÕES
"O Brasil está buscando o Penta no futebol e é um dos últimos colocados nos índices sócio-econômicos do mundo. Precisamos mudar essa realidade. Está previsto no programa do meu partido a implantação de um programa de renda mínima associado à permanência na escola, Bolsa-Escola, que é o primeiro passo para uma posterior implantação da renda cidadania, ou uma renda para todos os cidadãos brasileiros. Os trabalhadores devem ter participação nos lucros da empresas e é necessário linhas de microcréditos, aumentar a importância da opinião popular por meio de orçamentos participativos para as cidades e uma imprensa o mais isenta possível "

Senador Eduardo Suplicy

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Curriculum dos debatedores de "Diversidade Regional Brasileira"

Armando Mendes
Consultor das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Amazônia, Mendes publicou sua primeira obra em 1971 - Estradas para o Desenvolvimento. É reconhecido autor de estudos sobre a floresta e o desenvolvimento econômico da região Norte. Há vinte anos, dá consultorias a organismos internacionais, como PNUD, Unesco. Temas como desenvolvimento regional, educação superior e meio ambiente também são alvo de estudo do consultor.
Contato: admendes@dfturbo.com.br

Maria Cristina Mac Dowell
Economista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Fez mestrado também na UFPE sobre Organização Industrial. Atualmente está fazendo doutorado na Universidade de Brasília (UnB) sobre Economia do Setor Público e trabalha como Coordenadora-geral de Estudos Regionais no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Também atua como consultora do Banco Mundial e da Escola de Administração Fazendária - ESAF.

Contato: macdowel@ipea.gov.br

Eduardo Suplicy
Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), o economista Eduardo Suplicy assina diversas publicações sobre garantia de renda mínima à classe pobre do Brasil. Antes de assumir cargos públicos - o primeiro em 1979, como deputado estadual pelo extinto MDB -, Suplicy foi professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mestre e doutor em economia pela Michigan State University, nos Estados Unidos, está em seu segundo mandato como senador.
Contato: esuplicy@senado.gov.br

Marcos Formiga
Secretário Extraordinário para o Desenvolvimento do Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional, Marcos Formiga é especialista em Economia. Estudioso da área de educação, responde pela vice-presidência da Associação Brasileira de Educação à Distância. Teve também atuação na CAPES (Coordenação Aperfeiçoamento do Ensino Superior) e no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). No âmbito internacional, realizou estudos em países como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália, França, Equador, Chile.
Contato: marcos.formiga@integracao.gov.br

Maria Adélia Aparecida de Souza
Doutora em Geografia Urbana pela Universidade de Paris, Maria Adélia é a responsável pela primeira Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, realizada ainda no governo Geisel (anos 70). Especialista em urbanização brasileira, e também professora da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp). Atualmente, preside o Instituto de Pesquisa, Informação e Planejamento, sediado em Campinas.
Contato: madelia@uol.com.br

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Ping Pong: Armando Mendes

Armando Dias Mendes é consultor das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Amazônia e publicou sua primeira obra em 1971 - Estradas para o Desenvolvimento. É reconhecido autor de estudos sobre a floresta e o desenvolvimento econômico da região Norte. Há vinte anos, presta consultorias a organismos internacionais, como PNUD e Unesco. Temas como desenvolvimento regional, educação superior e meio ambiente também são alvo de estudo do consultor. Confira alguns pontos de vista do consultor em entrevista ao jornalista André Augusto Castro, Editor Online da Assessoria de Comunicação da UnB.

UnB - Como o senhor vê a questão da internacionalização da Amazônia?
Mendes
- Isso é uma séria ameaça aos interesses do país. O pior é que essa idéia se apresenta de forma sutil como decisões nas Nações Unidas. Há tentativas de transformar a Amazônia em Patrimônio da Humanidade e já foi sugerido até a soberania compartilhada. Isso é muito nocivo para o país e precisamos estar atentos para evitar deformações nesse processo e, principalmente, evitar que venha a acontecer.

UnB - Que tipo de investimento deve ser feito na Amazônia?
Mendes - É preciso, antes de mais nada, prestar muita atenção às especificidades da região. Não adianta nada investir em alguma coisa que não se encaixe no perfil de produção do local. Depois que isso for observado, é preciso desenvolver programas para cada investimento feito, mas não criar enclaves para permitir que eles interajam entre si. A interatividade entre os investimentos deve ter como foco principal a geração de empregos e investimentos dentro da região. Evitando, assim, que o resultado da produção seja investido em outro estado ou região.

UnB- Existe um modelo de desenvolvimento que sirva para todas as regiões?
Mendes - Não, e é justamente aí que se criam as disparidades. As políticas feitas até hoje não levaram em conta as particularidades. Então, as regiões se desenvolveram de forma diferente. Isso precisa ser respeitado.

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Opinião de quem participou do debate

O que você pensa das propostas para diminuir as diferenças regionais?

"Concordo com o senador Suplicy. Temos de colocar em prática a renda mínima e garantir o mínimo de sobrevivência para população brasileira. Afinal, isso não é uma coisa tão difícil de fazer. Saúde, educação e uma quantia mínima para garantir a dignidade".

Débora Golçaves, 22 anos, 4º semestre de Biologia

"Foi importante ressaltarem a perda de Milton Santos para o Brasil, pois não foi bem dimensionado o que o pensamento desse intelectual representava".

Emerson Ferreira de Carvalho, 28 anos, professor de Geografia da Secretaria de Educação do DF
"Houve um redescobrimento da realidade brasileira. Foi emocionante escutar o senador Suplicy. Nós que pertencemos a uma classe social, na qual, temos saúde e educação garantidas, não nos damos conta da miséria presente em nosso país. È importante ver pessoas que pensam em amenizar, em mudar essa realidade".

Henrique Alberto de Carvalho, 25 anos, 10º semestre de Relações Internacionais

"Foi uma discussão marcada pelo caráter acadêmico e político, mais instigante, do que didática. Penso que havia muita convergência nos pensamento, parecia um banquete de amigos".

Leda Brito, 32 anos, caloura do curso de Sociologia

"A falta de políticas sociais e a hipocrisia dos políticos com as questões sociais estão sempre sendo colocadas nesses encontros. Penso que as verbas da CPMF, por exemplo, não são destinadas para a questão social como deveriam. Outro ponto é a importância de investimentos em saúde e educação".

Manoel Nazareno Moreira, 36 anos , Líder Comunitário de Planaltina - DF

"O que foi colocado pela mesa é o ideal. Principalmente, o que falou a professora Adélia. A questão de uma nova visão da divisão regional do Brasil, não entendendo a questão como estática e sim como dinâmica. Considerar essas diferenças regionais levando em consideração o desenvolvimento tecnológico. A partir daí, surge uma nova divisão. Regiões consideradas luminosas e regiões opacas, dentro da divisão anterior".

Maria do Rosária Rocha, 32 anos, 6º semestre de Letras - Português e Espanhol

"Ressalto a regulamentação para a instalação das empresas multinacionais nos diferentes estados brasileiros. Isso diminuiria a competição e a disputa entre as regiões. Essa competição causa a diminuição de impostos e quem perde é a própria população".

Mariana Martins Pereira, 19 anos, 3º semestre de Nutrição

"Houve boas colocações sobre a questão da ética na política, sobre história do Brasil, como a fala do senador Eduardo Suplicy e as lembranças de Luis Gonzaga e Milton Santos"

Otávio Rocha Neto, 39 anos, vestibulando e atleta

"Foi interessante. São necessárias propostas mais críticas. A sugestão de renda mínima e as falhas que foram apontadas nas agências de desenvolvimento regional valeram a pena".

Priscila Aguiar, 21 anos, 7º semestre de Relações Internacionais

Fonte: Assessoria de Comunicação Social. Entrevistas à jornalista Ariane Abrunhosa. Fotos: Ornil Júnior

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