A Universidade e a Eleição Presidencial
Centro Comunitário Athos Bulcão - Campus da UnB - 10 h

Notícias do Fórum:
ANTHONY GAROTINHO
14 DE AGOSTO

Quebra de paradigmas

Foto: Ornil Junior

Garotinho sentiu-se à vontade na UnB e fez muitas críticas à imprensa

O presidenciável pelo PSB defendeu o desenvolvimento científico e tecnológico, atacou a imprensa e as políticas da Era Fernando Henrique Cardoso

Na segunda visita de um candidato à Presidência da República à Universidade de Brasília (UnB), o Centro Comunitário Athos Bulcão, tradicional casa do Fórum Brasil em Questão - A Universidade e a Eleição Presidencial, recebeu cerca de 700 pessoas. O convidado da quarta-feira, 14 de agosto, foi Anthony Garotinho, presidenciável pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Foto: Ornil Junior

Garotinho também atacou duramente a política do governo FHC
 

O candidato chegou ao local com mais de 30 minutos de atraso e, logo na abertura o reitor da UnB, Lauro Morhy, desculpou-se pela demora e explicou que o vôo em que Garotinho veio do Rio de Janeiro chegou atrasado em Brasília. Morhy destacou ainda o ambiente de pluralidade política e ideológica e falou sobre o livro Brasil em Questão: "São artigos de alta qualidade produzidos por 43 especialistas convidados na primeira fase do fórum. É uma oportunidade singular de imersão na história cultural, social, política e econômica brasileira contemporânea".

Morhy saudou os participantes da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP) e passou a palavra ao vice-reitor, Timothy Mulholland, que descreveu o currículo de Garotinho. Logo depois a palavra foi passada ao mediador do debate, Estevão Martins, professor de História da UnB, que explicou as regras do debate e passou a palavra ao candidato para que ele expusesse o programa de governo.

Garotinho começou afirmando que 30 minutos era pouco tempo para falar sobre todo o programa de governo e que, por isso, falaria sobre cinco paradigmas (leia quadro) que deveriam ser quebrados para que o Brasil possa sair do quadro de estagnação em que se encontra. Para o candidato, o governo atual não tem plano e que, por isso, não sabe como efetuar as mudanças necessárias. "É preciso mudar os paradigmas para estabelecer programas de governo que procurem mudanças", afirmou.

O QUE GAROTINHO QUER MUDAR

1° PARADIGMA -
Substituir o favorecimento ao sistema financeiro em detrimento ao setor produtivo nacional - Segundo o candidato, indústria, comércio e a sociedade sofreram, nos últimos oito anos, um visível retrocesso, enquanto o sistema financeiro acumulou lucros jamais alcançados em outro período da história. No novo modelo, idealizado por Garotinho, o setor produtivo deve ser redimensionado e é preciso conduzir a reforma tributária, de forma a desonerar a produção e as exportações e instituir cobrança sobre o lucro dos bancos.

2° PARADIGMA -
Substituir a concentração de renda pela distribuição de renda - Garotinho diz que é preciso não confundir crescimento com distribuição de renda. Ele afirma que o país cresceu concentrando a renda para as classes mais abastadas. Para o candidato, a melhor maneira de efetivar a distribuição da renda é elevar o salário mínimo. Segundo Garotinho, o Paraguai paga US$ 157,00 enquanto o Brasil, apenas R$ 200,00. "Vamos recompor o salário mínimo brasileiro. Em 1° de maio de 2003, no nosso governo, ele aumentará para R$ 280,00 e, em 1° de maio de 2004, será de R$ 400,00", defendeu. De acordo com o candidato, já há verba para fazer isso: "Esse aumento provoca impacto de R$ 21 bilhões. Só com juros e amortização da dívida, pagaremos R$ 108 bilhões apenas este ano".

3° PARADIGMA -
Substituir a política de instabilidade atual pela estabilidade - Garotinho afirma que a estabilidade é uma mentira divulgada pelo governo com apoio da mídia que quer o capital estrangeiro no país. Segundo ele, não existe estabilidade comercial e cambial, o país não exporta, tem déficit nas transações correntes e a equipe econômica do governo só quer manter os fundamentos econômicos. "Estabilidade é muito mais do que manutenção de preços. O governo quer conversar com os candidatos para manter essa falsa estabilidade", afirmou. Para o ex-governador do Rio de Janeiro, é necessário o rompimento com o modelo econômico que não tem nenhuma chance de dar certo porque não deu certo em nenhum outro lugar do mundo. E fechou com um desafio à platéia: citar um país que seguiu o receituário do Fundo Monetário Internacional (FMI) e deu certo. Se alguém fizesse isso ele retiraria a candidatura. "O país que não quer ser um cassino e não quer tratar a população como estatística, tem de planejar a curto, médio e longo prazo".

4° PARADIGMA -
Mudar do modelo econômico estagnado para um modelo desenvolvimentista - De acordo com Anthony Garotinho, existe uma cláusula no acordo com o FMI que obriga o país a ter crescimento zero e que na era FHC, o crescimento do país ficou na média de 2% ao ano, considerado quase inercial pelo candidato. Possíveis soluções para o problema, de acordo com ele, são o financiamento das exportações - para que o país não fique à mercê do capital financeiro internacional -, incentivar as indústrias do país para reduzir a necessidade de importar produtos, utilizar o sistema de crédito para gerar emprego no país e organizar as cadeias produtivas nacionais.

5° PARADIGMA -
Trocar a forma de inserção no mercado global para uma que seja mais soberana - Garotinho defende o abandono dos valores impostos pelo Consenso de Washington, fortalecer o comércio exterior e buscar um modelo de inserção soberana no mercado internacional, deixando de lado a postura de submissão ao capital financeiro. "Esse acordo espúrio com o FMI vai obrigar o Brasil a assinar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca)", afirmou Garotinho. Para ele, o FMI deixou o Brasil baixar as reservas de US$ 15 bilhões para US$ 5 bilhões para obrigar o país a assinar o tratado da Alca e continuar dependente. "A Alca não serve para nós. Não estou aqui para enganar a população e nem vou abrir mão dos meus princípios e nem do meu posicionamento", afirmou

O candidato pelo PSB disse ainda que o Brasil sofre com uma inversão total de valores, onde a economia é um fim e não um meio, como acontece em qualquer lugar civilizado. "Ver as pessoas sem casa e escola e o sucateamento das universidades não importa. O que importa são os fundamentos sólidos da economia", criticou. Nesse ponto Garotinho citou o presidente norte-americano George W. Bush, que não assinou o Tratado de Kioto. "Ele reconheceu que o acordo era bom, mas não assinou porque ia contra os interesses do país dele".

Depois da apresentação inicial, Garotinho respondeu a seis perguntas previamente elaboradas pela organização do fórum e depois a outras 10, formuladas pela platéia e sorteadas de dentro de urnas que foram colocadas à disposição do público.

  Foto: Daniel Cabral
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Estevão foi o mediador do debate e não teve muito trabalho

Fonte: UnB Agência. Participaram dessa cobertura os jornalistas Rodrigo Caetano, André Augusto Castro, Maiesse Gramacho e Ariane Abrunhosa. Estagiária: Isabel Bündchen. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Idéias de Anthony Garotinho

:Foto: Daniel Cabral

O público pôde fazer perguntas por escrito, depositadas em urnas
 

A Universidade de Brasília (UnB) recebeu no dia 14 de agosto o candidato do PSB, Anthony Garotinho. O encontro faz parte da segunda fase do Fórum Brasil em Questão, que discutiu 11 temas importantes desde fevereiro deste ano. Como no encontro anterior, realizado uma semana antes com Ciro Gomes, o debate foi dividido em duas partes.

Na primeira, Garotinho teve 30 minutos para expor o programa de governo. Na segunda, respondeu a seis perguntas formuladas a partir dos temas discutidos durante a primeira fase do Fórum - lidas pelo mediador, professor do Departamento de História, Estevão Martins - e, depois, dez questões feitas pelo público presente, que foram sorteadas de uma urna e lidas pelo assessor de Assuntos Internacionais, José Flávio Saraiva e pela chefe do departamento de Ciências Políticas, Lúcia Avelar.

Confira as propostas de Garotinho para Brasil:

Programa - Em vez de fazer uma explanação pontual do programa de governo, Garotinho disse que preferia analisar a atual situação do Brasil. Segundo ele, falta ao país um projeto de desenvolvimento nacional. "Qual brasileiro seria capaz de prever a situação do Brasil daqui a dois anos? A questão central para o país é o estabelecimento de um projeto nacional de desenvolvimento, a partir de um planejamento estratégico. Para isso, é preciso mudar paradigmas", disse.

Educação - Sobre seus planos para a Educação, Garotinho disse acreditar que o futuro do povo brasileiro depende dos investimentos em educação, cultura e ciência e tecnologia (C&T). "No meu governo essas áreas serão tratadas como estratégicas", prometeu. Para ele, o desenvolvimento da nação tem de estar fundamentado no fortalecimento das bases da escola pública. "Também pretendo ampliar os recursos das universidades e promover a verdadeira autonomia. Vamos estimular a criação de cursos na modalidade a distância, implantar universidades em áreas carentes e no interior do país, bem como estimular aquelas já existentes". Os recursos para isso, segundo o candidato, viriam da redução da taxa de juros estipulada pelo Banco Central do Brasil. "Quando governador, investi R$ 80 milhões em C&T, abri mais vagas para cursos técnicos e de graduação e estimulei a criação de cursos a distância. Para o Fundo de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, aumentei os recursos de R$ 18 milhões para R$ 96 milhões, por ano", afirmou.

Universidade - Se eleito, o candidato prometeu que as universidades públicas federais vão receber o mesmo tratamento que ele deu às universidades do Rio de Janeiro quando foi governador do estado. "Fizemos a recomposição salarial completa dos sete anos que os funcionários ficaram sem reajuste, investimos mais de 100 milhões de reais na Universidade Estadual do Norte Fluminense, para a construção de laboratórios e ampliamos o setor de pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)". Segundo Garotinho, a missão das universidades será a de desenvolver tecnologia e pesquisas para tornar os produtos nacionais mais competitivos no mercado internacional.

Cooperação internacional - Indagado sobre o acordo de cooperação militar entre Brasil e EUA no uso da base de Alcântara (MA), Garotinho foi taxativo: "cooperação não é submissão". Na opinião dele, "o que FHC está fazendo com Alcântara não tem nada de cooperação. O local vai se tornar uma base militar americana com acesso restrito aos pesquisadores brasileiros. Ou seja, não haverá ganho tecnológico para o Brasil. E essa base foi construída com recursos públicos brasileiros. O Congresso tem o dever de evitar esse crime de lesa-pátria".

Competências - "Temos de definir o que é competência do município, do estado e do governo federal. O que não pode é ter escola fundamental municipal, estadual e federal", disse Garotinho.

  Fotos: Ornil Junior

"Cooperação não é submissão"

Segurança Pública - "As estatísticas mostram que 60% a 70% dos crimes têm relação com o tráfico de drogas", informou Garotinho. Ele aponta a falta de uma política sistemática de fiscalização de fronteiras como uma das causas para a entrada de armas e drogas no território nacional. Entretanto, o candidato alerta para a necessidade de se diferenciar delinqüência e crime organizado. "A primeira só pode ser evitada com projetos ou programas de inclusão social para a faixa etária de risco, que abrange jovens de 16 a 24 anos. Para o crime organizado é preciso utilizar um sistema de inteligência, que permita identificar e prender as quadrilhas antes mesmo delas agirem".

 
"É preciso distinguir entre crime e delinqüência"

Salário mínimo - A pergunta foi: diante de um eventual aumento do salário mínimo, os empresários teriam que compensar a despesa elevando o preço dos produtos, o que acarretaria em inflação. Como evitar que isso aconteça? A resposta do candidato foi categórica: "Isso é uma inverdade. Eu aumentei o piso do salário mínimo no estado do Rio de Janeiro e isso não aconteceu. Se a pessoa ganha mais, gasta mais no comércio. Logo, a indústria passa a produzir mais para atender essa demanda maior, o que promove a geração de empregos tanto na indústria quanto no comércio. O aumento do salário mínimo fortaleceria o mercado interno. E é a melhor política de distribuição de renda, pois atinge todo o país".

 

 
"Fortalecer o salário mínimo é a melhor política de
renda porque atinge todo o país"

Dívida externa - "O Brasil tem de renegociar sua dívida externa e os prazos de pagamento. Caso contrário não há como sair desse círculo vicioso de tomar empréstimos para solucionar questões emergenciais", analisou Anthony Garotinho.

Fotos: Daniel Cabral

Garotinho defendeu a diversificação de parcerias comerciais
com outros países do mundo
 

Parcerias - "Quanto mais diversificado for o leque de parceiros comerciais do Brasil, melhor", destacou. Para cuidar especificamente do assunto, o presidenciável pretende criar um ministério exclusivo para o comércio exterior.

Amazônia - Em relação à Amazônia, Anthony Garotinho pretende criar uma unidade estratégica para coordenar as ações desenvolvidas na floresta, assegurando o controle do Estado na região. Quando a pergunta foi sobre internacionalização, o candidato garantiu que se a inserção brasileira no mercado globalizado se der de maneira soberana, não há esse risco.


"A Alca não serve para o Brasil"
 

Agricultura - Para o ex-governador, o desenvolvimento da agricultura depende de três pontos fundamentais: o acesso à terra - feito por meio de uma Reforma Agrária ordenada, que melhore a distribuição das terras produtivas; o investimento numa política de crédito ao produtor; e a organização das cadeias produtivas, desde o plantio até a comercialização. "Hoje o Brasil produz e exporta cacau, mas importa chocolate. A transformação dos produtos agrícolas deve ser feita dentro do país", considera o candidato.

Alca - Quanto à participação do Brasil na Alca o candidato declarou-se contrário, pois acredita que isso poderia liquidar a exportação da produção agrícola brasileira, uma vez que a concorrência com os produtos americanos - subsidiados - seria desleal. "No caso de o Brasil vir a fazer parte da Alca, é preciso antes capacitar as empresas nacionais para que sejam competitivas nesse mercado comum", ponderou.

Fonte: UnB Agência. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Garotinho critica imprensa de favorecer Serra

Fotos: Ornil Junior

Garotinho reclamou de receber pouco espaço na imprensa, mas...
 

O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, fez críticas veementes à maneira como parte da imprensa brasileira vem agindo com sua candidatura. "A minha postura de independência faz com que a imprensa favoreça o candidato do governo. A campanha está sendo manipulada pela imprensa que faz campanha para o candidato oficial", afirmou Garotinho.

Para o presidenciável, enquanto os jornais dão três páginas para o candidato do governo, José Serra, do PSDB, - que está empatado tecnicamente nas pesquisas de intenção de votos - ele recebe "três centímetros, uma notinha". O candidato do PSB fez críticas ao ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, colunista do Estadão. "Ele é reacionário, incompetente e conservador". E ironizou: "Ele é tão brilhante que a inflação no governo Sarney era de 80% ao mês". Também fez as mesmas referências ao articulista do Jornal do Brasil, Marcos Sá Correa.

Garotinho disse também que nem tudo o que está publicado e as pessoas lêem é verdade. "A Folha de S.Paulo, O Globo, O Jornal do Brasil estão interessados em defender o interesse do capital internacional. E quando, alguém como eu, se coloca em defesa dos interesses nacionais, sou criticado ou acusado de populista". Foi nesse momento que o presidenciável cutucou os outros candidatos. "Dizem que meu governo é populista porque eu não vou à Federação Brasileira dos Bancos pedir dinheiro para financiar a minha campanha. Outros candidatos aparecem em debates criticando o sistema financeiro e, na calada da noite, reúnem-se com banqueiros".


... ainda assim saiu sem falar com os jornalistas presentes.
 

Fonte: UnB Agência. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Clarissa, o talismã

Foto: Ornil Junior

Clarissa tem jeito tímido, mas estava atenta a tudo
no Centro Comunitário Athos Bulcão

Filha de Garotinho participa de encontro com universitários e chama atenção da platéia. Atenta e observadora, ela desconversa sobre futuro político

Ela chegou junto com a comitiva de cinco pessoas. De cabelos vermelhos e roupa vermelha, Clarissa Matheus, 19 anos, tinha uma pasta preta - com muitas folhas de plástico - nas mãos. "São os recortes do meu pai. Há números do Rio de Janeiro, propostas para o Brasil e algumas matérias citando ações dele", comenta a primogênita do candidato à presidência da república pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Anthony Garotinho e de Rosinha, candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo mesmo partido. O casal possui nove filhos, cinco deles foram adotados.

Clarissa tem um olhar muito atento. Depois de passar pelo gabinete do reitor, ela e o pai desceram a rampa da reitoria. Um dos assessores particulares de Garotinho disse: "Ela é o talismã da campanha dele". E assim, a comitiva dirigiu-se de van para o Centro Comunitário Athos Bulcão da Universidade de Brasília (UnB). Chegando lá, ela fez questão de compor a mesa. Anotava tudo. Lançava olhos atentos para a platéia e sorria de vez em quando.

Uma das perguntas lidas pelo professor da UnB, Flávio Saraiva, questionava se o candidato, caso eleito, pretendia levar a família para algum ministério ou cargo - já que, de certa forma, havia conduzido a mulher para a política e trazia a filha para campanha. Garotinho respondeu: "Minha filha não se envergonha do pai que tem como a filha dos outros candidatos. Nenhum filho meu ocupou cargo público e nem ocupará, embora ela (Clarissa) tenha competência para isso". Foi aplaudido. Da filha, ganhou um olhar de aprovação. Perguntada sobre a possibilidade de seguir a carreira política, Clarissa esquivou-se. "Não penso nisso agora". Vale lembrar que Garotinho elegeu-se deputado estadual pelo Rio de Janeiro aos 25 anos.

No final do encontro, Garotinho não falou com a imprensa. Aguardando a hora de entrar na van, Clarissa comentou: "Não adianta falar com eles (imprensa). Eles vão desvirtuar toda a pauta discutida aqui."

 
Foto: Ornil Junior

Atenciosa ela ainda conversou com o reitor Lauro Morhy antes da saída do candidato do Centro Comunitário

Fonte: UnB Agência. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Perfil: Anthony Garotinho

Anthony Garotinho nasceu em Campos (Norte Fluminense) no dia 18 de abril de 1960. Antes de disputar sua primeira eleição, em 1982, para a Câmara Municipal de Campos, trabalhou com teatro amador, disc-jóquei de um programa de rock e locutor, primeiro de corrida de cavalos e, depois, de futebol.

Garotinho transferiu-se para o Rio de Janeiro e, em 1986, tornou deputado estadual, aos 26 anos. Em 1988, ingressou na campanha pela Prefeitura de Campos e venceu. Foi reeleito quatro anos depois, com 74% dos votos válidos.

Entre 1993 e 1996, assumiu a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Pesca, no segundo mandato de Brizola, e disputou - pela primeira vez - o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Perdeu a batalha para Marcello Alencar.

Em 1998, venceu a eleição para governador contra o pefelista Cesar Maia. Graças à performance no Governo do Estado do Rio de Janeiro foi escolhido para concorrer à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro.

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Opinião do público

O que você achou das propostas de Anthony Garotinho para presidência da República?

"Ele não foi muito feliz com relação ao comentário de que os Estados Unidos não assinaram o acordo de Kioto. Disse que devemos apoiar somente os interesses nacionais e não os interesses do mundo".

Rafael Marques da Silva, 19 anos, Ciência da Computação

"Eu acho que as propostas condizem com a realidade do país e, se bem aplicadas, podem dar resultados concretos. São mais coerentes e verdadeiras do que as apresentadas pelos outros candidatos".

Marcelo Jesus do Santos, 29 anos, Arquivista do Supremo Tribunal Federal

"Opiniões sem fundamento. Sem comprovação de onde vão sair as verbas e de como fazer para assegurar a defesa da Amazônia. Como dar um basta na economia internacional e no FMI? Somos todos nacionalistas, mas como ele vai fazer isso?"

Gisele Maria Cândido Costa, 20 anos, 3º semestre de Geografia

"Gostei das propostas. Eu não o conhecia e achei interessante. Chamaram atenção as idéias para as escolas públicas e para as universidades na questão da expansão das vagas".

Lorena Braga Antunes, 18 anos, 2º semestre de Serviço Social.

"As propostas de todos os candidatos são muito boas. Mas ele não está analisando bem a economia. Com relação à questão do aumento do salário mínimo, penso que a inflação pode voltar".

Jordana Maria Silva Costa, 18 anos, 2º semestre Letras

"Achei interessante, apesar de ser contrário a alguns pontos de vista apresentados por ele. Mas, na maioria, concordo com o candidato. Quando ele fala em aumentar o salário mínimo é preciso ver o que está relacionado com esse aumento, pois teorizar é uma coisa e a prática é bem diferente. Colocou que vai aumentar as vendas no comércio. Será que só isso vai fazer com que um empresário possa aumentar os salários".

Vanildo da Cunha Menezes, 26 anos, 6º semestre de Ciências Contábeis

"O Garotinho é populista e usa de oratória para se impor para o pessoal. A apresentação foi baseada numa retórica, na critica ao governo e falando que ele é melhor. Não apresentou nenhum projeto de governo especifico, não apresentou nenhum meio concreto para realizar as propostas colocadas. Por isso que é tachado de populista".

Daniel Vargas, 23 anos, 9º semestre de Direito

Fonte: UnB Agência. Entrevistas à jornalista Ariane Abrunhosa. Fotos: Ornil Junior

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