A Universidade e a Eleição Presidencial
Centro Comunitário Athos Bulcão - Campus da UnB - 10 h

Notícias do Fórum:
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
04 DE SETEMBRO

Lotação esgotada

Candidato do PT à presidência comparece ao Fórum Brasil em Questão na Universidade de Brasília e é recebido com faixas e cartazes pela platéia que lotou o Centro Comunitário

Foto: Daniel Cabral

Não havia mais nenhum lugar na platéia e muita gente teve de sentar-se no chão

O clima no Centro Comunitário era de festa. Carros de som, bandeiras vermelhas, panfletos, militantes uniformizados e muita gente. Eram cerca de cinco mil pessoas - recorde de público do Fórum - na quente manhã de quarta-feira, 4 de setembro, prontas para ouvir as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato pelo PT à Presidência da República.

Ao contrário do que aconteceu com Anthony Garotinho (candidato pelo PSB) e com Ciro Gomes (pela Frente Trabalhista) - que já estiveram na universidade, o debate com Lula começou às 11h45, com atraso de 45 minutos. Antes de ir para o local do fórum, ele passou pelo gabinete do reitor da UnB, Lauro Morhy, e recebeu, no salão de atos da reitoria, um documento com as propostas para os candidatos à presidência das mãos do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior(Andifes), que reúne 53 instituições federais de ensino superior (IFES), Mozart Neves Ramos.

Lula chegou ao Centro muito aplaudido e ouviu gritos do público aclamando seu nome. Quando o encontro efetivamente começou, Morhy agradeceu a presença de Lula, cumprimentou os participantes da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo e passou a palavra ao mediador da mesa, o professor do Departamento de História, Antônio Barbosa.

O Centro Comunitário estava tão lotado que o público teve de acomodar-se sentando no chão entre as fileiras de cadeiras e até mesmo ficando de pé atrás da platéia. Tinha gente até em cima do palco onde estava a mesa, composta pelo candidato do PT ao senado, Cristovam Buarque, a governador, Geraldo Magela, o reitor da UnB, Lauro Morhy, o vice-reitor, Timothy Mulholland, Antônio Barbosa e Nilton Lima, prefeito de São Carlos (SP) e coordenador do programa educacional do candidato petista.

Depois das diversas manifestações de apoio, ele fez uma exposição do programa de governo petista. Lula disse que o PT fez uma inovação na política brasileira, em 1982, quando instituiu o hábito de os candidatos divulgarem programas de governo e que somente o PT mantinha a tradição de incluir o debate com a sociedade na confecção desses documentos. "Construímos nosso programa atual com base em viagens pelo país e ouvindo diferentes segmentos da sociedade", afirmou.

 

Foto: Ornil Junior

A mesa ficou cheia para comportar candidatos a cargos no DF, o reitor e o vice-reitor da UnB

Foto: Daniel Cabral

A platéia não perdeu nenhuma oportunidade para aplaudir o candidato petista e, muitas vezes, até mesmo o fez interromper o que falava

Usualmente, o candidato responde a uma série de perguntas elaboradas pela Universidade e outras vindas do público. Mas a mesa organizadora decidiu não realizar essa etapa em função da lotação do Centro Comunitário associada ao calor no local. Algumas das questões foram respondidas ao longo da explanação de Lula, que também estava incomodado com o calor. Todas as perguntas feitas pelo público foram encaminhadas à assessoria de imprensa do candidato. Elas serão respondidas e publicadas no segundo volume do livro Brasil em Questão - A Universidade e a Eleição Presidencial, que reunirá parte das propostas de governo dos candidatos à presidência e os questionamentos feitos nessa segunda fase do fórum.

Estavam presentes ainda no Centro Comunitário autoridades e candidatos a cargos ao senado, deputado federal e distrital como Chico Floresta, Arlete Sampaio, Wasny de Roure, Maninha, Agnelo Queiroz, Sigmaringa Seixas, Fredo, além de correligionários como o senador Eduardo Suplicy, a senadora Marina Silva e o governador do Acre, Jorge Viana.

Jorge Viana é recebido com aplausos na UnB
Ex-aluno da UnB, o governador do Acre, Jorge Viana, também esteve presente ao debate de Lula na universidade. Foi convidado a subir ao palco pelo próprio presidenciável e recebeu efusivos aplausos da platéia. Na terça-feira, dia 03 de agosto, Viana teve seu direito de concorrer à reeleição garantido. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade, assegurou o registro de sua candidatura, derrubando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. O governador era acusado de abuso de poder econômico e político por usar, na campanha, a logomarca do seu governo, uma árvore seguida do slogan "governo da floresta". Segundo o advogado do PT no TSE, José Antônio Tóffoli, o uso da logomarca não caracterizaria utilização da publicidade institucional para promoção da gestão de Viana e, por isso, não estaria configurado abuso de poder. O argumento convenceu os ministros do Tribunal que consideraram impróprio o processo movido pela coligação do principal adversário do governador na disputa eleitoral, Flaviano Melo (PMDB).

Fonte: UnB Agência. Participaram dessa cobertura os jornalistas Rodrigo Caetano, André Augusto Castro, Maiesse Gramacho e Ariane Abrunhosa. Estagiária: Isabel Bündchen. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Propostas de Lula

Foto: Ornil Junior

Lula foi firme ao expor o que acredita ser melhor para o país

Foto: Daniel Cabral

"Não pensamos só na casa, mas na cidade inteira" disse, ao apresentar o programa de moradia

 

Na meia hora que teve para falar sobre o programa de governo que pretende implantar no Brasil caso seja eleito, o candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi bastante objetivo em relação a suas propostas para o país. Abordou temas que estão na pauta de todos os candidatos ao governo federal, como segurança, habitação, educação, combate à fome e a universidade pública. Confira a seguir as principais idéias que Lula apresentou na UnB:

Segurança - Em relação à segurança pública, Lula propõe um programa que redefina os papéis do governo federal, dos estados, municípios e da própria sociedade para conter, assim, a violência que assola o país.

Habitação - "No nosso programa, não pensamos só na construção da casa para resolver o problema da habitação, mas na cidade inteira. Isto é, nas condições que essa cidade tem de ter, como saneamento básico, segurança, transporte, escolas, postos de saúde". Lula criticou o atual modelo, que constrói conjuntos habitacionais para a população carente em locais afastados com casas pequenas e iguais. "Se a pessoa sai à noite e bebe um pouquinho mais, corre o risco de chegar de madrugada e entrar na casa do vizinho, porque é tudo igual. Além disso, a casa é tão pequena que se o homem entra no quarto, a mulher tem que sair. Se colocar a cama, não cabe o guarda-roupa", exemplificou. "Isso é uma falta de respeito à dignidade humana", disse.

Combate à fome - Lula lembrou que hoje, no Brasil, cerca de 43 milhões de pessoas não conseguem consumir a quantidade necessária de nutrientes para sobreviver. O candidato afirmou que o combate à fome deve estar baseado na mudança do atual modelo econômico brasileiro, na melhor distribuição de renda e na geração de empregos. "Ninguém gosta de viver de favor de deputado, governador ou presidente. Temos de respeitar o cidadão naquilo que ele tem de mais sagrado, que é sua capacidade de trabalhar", opinou.

Educação - "A educação não pode ser analisada como custo, mas como um investimento que trará retorno. Um governo que financia a instalação de uma multinacional no país tem de ter coragem para financiar a educação, de dar crédito educativo para quem não consegue pagar uma faculdade particular e também não passa numa universidade pública", disse. O candidato petista destacou também a importância de investir em ciência e tecnologia para que o Brasil se torne "um país de verdade". Lula ressaltou, ainda, que o investimento em Educação é um dos caminhos para diminuir a violência e o crime organizado no Brasil. "Se não investirmos em educação agora, estaremos entregando o jovem ao narcotráfico mais tarde. Os reais que não investirmos em educação, podemos estar certos que teremos de investir na polícia", comparou.

Universidade pública - Na opinião de Lula, "a universidade pública não pode continuar a ser um nicho de privilégio de cada vez menos gente". Para solucionar o problema, ele propõe que o número de vagas nas universidades públicas do país seja ampliado.

 

Foto: Daniel Cabral

Para combater a fome, Lula aposta na mudança do modelo econômico

Foto: Ornil Junior

"Educação não é custo, é investimento", afirmou

Fotos: Ornil Junior

A solução para fazer reformas é conseguir que os ministros ouçam com mais atenção os pedidos da população


Lula aposta nas reformas tributária, política e agrária para fortalecer o país e devolver a dignidade e a soberania ao povo brasileiro

 

Reformas - "Os nossos ministros terão de aprender a ouvir mais do que falar. Ouvir o que a sociedade brasileira quer, a começar pela tão sonhada reforma tributária", disse Lula. Segundo ele, a reforma na política tributária será uma forma de fazer justiça social. "Quem ganha mais terá de pagar mais", avisou. O candidato se comprometeu a apresentar, ainda no primeiro semestre de 2003, uma alternativa de política tributária, que será discutida com a sociedade brasileira.

Lula, ex-sindicalista, propõe ainda uma reforma na estrutura sindical brasileira. "Não basta só reivindicar, mas ajudar a construir um novo país. Os empresários e os sindicalistas vão se cansar de tanto que vou colocá-los na mesma mesa para negociar", alertou.

Em relação à reforma agrária, o petista acredita que é necessário mapear o país para descobrir onde ela pode ser feita. De acordo com Lula, não basta assentar, é preciso oferecer uma boa estrutura para os assentados. "Vamos organizar e encher o Brasil de cooperativas de crédito para os pequenos produtores", prometeu.

Para o presidenciável, "o Brasil só terá sua democracia consolidada quando possuir partidos fortes". Por isso, acredita ser necessária uma reforma que moralize a política brasileira. "O político não pode trocar de partido como quem troca de camiseta", afirmou.

Exportação - "O país não pode se contentar em produzir somente feijão-de-corda e macaxeira", brincou o candidato. Segundo ele, é preciso que o Brasil deixe de exportar só matéria-prima e passe a exportar o bem de consumo pronto. "Para isso, precisamos equipar nossas indústrias", explicou.

Alca - Luiz Inácio Lula da Silva declarou-se favorável a uma política de livre comércio, porém com igualdade na disputa. "Acho que do jeito que os EUA estão propondo, a Alca seria uma forma de anexação e não de igualdade. Mas nós não queremos ser anexados. É preciso que recuperemos a nossa auto-estima. O Brasil não pode continuar a ser subserviente a países ricos", avaliou. Disse ainda que "nós brasileiros temos de defender nossos interesses, nossa agricultura, nossa floresta. Somos uma grande nação e não podemos mais ser tratados como uma republiqueta de bananas". Lembrando-se de uma conversa com a Embaixadora dos Estados Unidos, Donna Hrinak, Lula disse que foi questionado sobre o que faria para conquistar a confiança do povo norte-americano em relação a sua candidatura. O presidenciável respondeu: "Diga a seu povo que eu pretendo defender os interesses do meu país como o seu governo faz".   Foto: Ornil Junior

O candidato foi taxativo: é a favor da política de livre comércio, mas não da forma proposta pelos EUA

Fonte: UnB Agência. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Coração Vermelho

DA CARREATA À RAMPA

O tamanho da carreata que acompanhou a chegada de Lula ao Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB) demonstrava a fé que os militantes depositam no candidato do Partido dos Trabalhadores. Muitas bandeiras, faixas e um buzinaço geral. Lula subiu a rampa do prédio da reitoria da UnB, onde foi aplaudido por funcionários e professores. Lá, ele recebeu das mãos do reitor Lauro Morhy o livro Brasil em Questão - A Universidade e a Eleição Presidencial com os 43 artigos dos 11 debates da primeira fase do fórum.

Em seguida, na sala de Atos na Reitoria, Lula recebeu das mãos do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que reúne dirigentes das 53 instituições federais de ensino superior (IFES), Mozart Neves Ramos, um documento com as reivindicações e propostas dessas instituições que reúnem 590 mil alunos, 42 mil professores e 45 hospitais universitários.

  Foto: Ornil Junior

Na chegada à reitoria, Lula deixou as rampas cheias de simpatizantes

ENQUANTO ISSO NO CENTRO COMUNITÁRIO....

Fotos: Daniel Cabral

Cadeiras vazias no Centro só mesmo no início da manhã. Por volta das 9 horas, os alunos e funcionários da UnB já começaram a chegar para o debate com o candidato do PT, programado para começar às 11 horas. Munidas de bandeiras, broches e adesivos, as pessoas rapidamente ocuparam cerca de três mil cadeiras, que estavam cobertas por panfletos e santinhos de candidatos da coligação. A ansiedade pela vinda de Lula era perceptível. Qualquer movimentação era tida como uma possível chegada do candidato.

A CHEGADA

Lula chegou acompanhado pelos candidatos ao senado, Cristovam Buarque e ao governo do DF, Geraldo Magela, que compuseram a mesa. Lá, muitos adesivos, bandeiras e bonés. A paixão do eleitor petista que compareceu ao debate não tinha idade.

Crianças, jovens e adultos se uniram numa grande massa vermelha. A militância do PT que compareceu à UnB não poupou energia para aplaudir e gritar o nome de Lula, que foi ovacionado pelo público. Sentados no chão, espremidos entre o palco e as cadeiras ou mesmo de pé, os alunos e funcionários esperavam as pausas de Lula para aplaudi-lo. "Se toda vez que eu parar para beber água, você gritar meu nome, vou tomar um gole toda hora", brincou o candidato petista.

Fonte: UnB Agência. Fotos: Daniel Cabral e Ornil Junior

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Perfil: Luiz Inácio Lula da Silva

Foto: Ornil Junior
 

Luís Inácio Lula da Silva nasceu em outubro de 1945 em Vargem Grande (PE) - atual Caetés - numa família de pequenos lavradores. Ganhou o apelido Lula, acrescentado ao nome, em 1982. Em 1952, migra com a mãe e irmãos para o Guarujá. Em 1956, mudam-se para São Paulo.

Lula começa a vida profissional como engraxate e, aos 12 anos, faz entregas para uma tinturaria. Aos 14 anos, consegue o primeiro emprego com carteira assinada, numa metalúrgica. Em 1972, é eleito primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Entre 1975 e 1978, Lula é eleito duas vezes presidente do sindicato e lidera as greves do ABC, em pleno regime militar. Em 1980, Lula funda o Partido dos Trabalhadores (PT) juntamente com outros sindicalistas, intelectuais e acadêmicos. Em 1983, participa da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 1986 é o ano da Assembléia Nacional Constituinte e Lula candidata-se a deputado federal. Com 650 mil votos, é o mais votado do país.

Em 1989, Lula candidata-se à presidência, conquista 31 milhões de votos, mas perde para Fernando Collor. Em 1994, concorre novamente, mas perde para Fernando Henrique Cardoso. Em 1998 disputa, pela terceira vez, a Presidência da República. Obtém 32% dos votos, mas Fernando Henrique é reeleito.

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Entrevista Coletiva

O candidato à presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT) concedeu entrevista coletiva aos jornalistas depois de sua fala no Fórum. Acompanhe os principais trechos:

QUEIXAS DE GAROTINHO E CIRO
"Eu confesso a vocês que não tenho conhecimento das queixas do Garotinho e do Ciro Gomes. Portanto, não teria como julgar se eles estão certos ou errados. Acho que se eles tiverem alguma dúvida, eles poderiam também entrar no Tribunal Eleitoral e reclamar aquilo que eles acham que estão sendo prejudicados. Não tem outro jeito. O que não pode é só chorar. O dia que eu tiver algum problema com o Serra, eu vou à justiça. O dia que eu me sentir prejudicado eu vou à justiça abrir um processo".

EM TODOS OS DEBATES
"A minha tranqüilidade nessa campanha é pela consistência que o Partido dos Trabalhadores adquiriu nesses últimos anos. Eu vou continuar participando de

  Foto: Ornil Junior
todos os debates, até porque eu quero contribuir para ensinar os futuros candidatos à presidência da república e a governadores que ninguém deve ter medo porque está em primeiro lugar. Se uma pessoa está em primeiro lugar é porque tem virtudes e, se tem virtudes, nada melhor do que expô-las na televisão e no debate com seus adversários. Eu vou continuar indo aos debates. A cada crítica que recebermos vamos avaliar se devemos ou não respondê-las. Eu só espero que os meus adversários lembrem-se que quando estão falando na televisão, sentada no sofá está uma família que espera que os candidatos, de forma educada, contribuam para a elevação do nível de consciência política da sociedade brasileira. Se as pessoas quisessem ouvir palavrão, difamação e injúrias não ligariam a televisão para ouvir o debate político. Eu vou continuar no mesmo nível. Vou continuar tendo divergências políticas com os meus adversários, mas se depender da minha disposição não haverá nenhum baixo nível da minha parte nessa campanha."

"SERRA CHORÃO"
"A verdade é que o candidato do governo é chorão. O candidato Serra só quer o bônus da máquina fazendo campanha para ele, mas não quer o ônus de ser o candidato do governo. Então, toda e qualquer pergunta que façamos ele acha que é para atingi-lo. Ora, se você vai para um debate, tem de fazer uma pergunta para ele, outra para o Garotinho e outra para o Ciro. Todas que a gente faz ele pensa que é para atacar, eu não sei na verdade o que ele quer. Ele não quer discutir o passado, mas nós não poderemos discutir o futuro sem conhecer o passado. E o passado do governo que ele representa é desastroso. Ele então que diga que não é candidato do governo, que está fazendo oposição ao governo, porque não dá para um candidato do governo se apresentar num debate com se não tivesse nada com o governo. "

Foto: Ornil Junior
 

SEGUNDO TURNO
"A minha disposição é trabalhar para ter o maior número de votos no dia seis de outubro. Se Deus me ajudar e a gente colher tudo aquilo que estamos plantando, eu espero obter 51% dos votos no primeiro turno, se não der, quem for para o segundo turno nós vamos enfrentar com a mesma galhardia que estamos enfrentando no primeiro turno. Não tenho preferência por adversário. Todos nós candidatos trabalhamos para ter o maior número de votos possível. Nós sabemos que a eleição é em dois turnos e que é difícil o candidato sair vitorioso no primeiro turno num pleito em que há vários concorrentes. Mas, de qualquer forma, a gente não trabalha para ir para o segundo turno, porque senão já pararia a campanha agora. Se eu estivesse contente com os votos que eu tenho, eu pararia. Estou trabalhando cada vez mais porque eu acho que cada vez mais a gente pode conquistar votos para nossa candidatura."

BRIGA DE SERRA E CIRO
"A disputa que está montada nos debates entre dois adversários meus é uma disputa que não vai ser resolvida nos debates, porque um acusa o outro, mas ninguém prova nada contra ninguém. Fica uma rixa, parece até uma questão pessoal. Acho que não ajuda na campanha e não ajuda na politização da sociedade e acho que quem não entra nessa pode até ganhar mais credibilidade da sociedade."

PERGUNTAS
"Eu vim preparado para responder as sete perguntas que a universidade iria me fazer. E vim preparado para o debate com os estudantes, aliás, é a coisa que eu mais gosto de fazer. Deve ter sido uma decisão da reitoria, talvez por causa do calor, da quantidade de gente. Eu já estava totalmente ensopado, era muita gente. Embora quisesse fazer o debate, eu tentei na minha fala, como estava com as perguntas, já falar grande parte da perguntas, possivelmente eu tenha completado parte do que eles quisessem ouvir. Agora, o que eu não respondi vou mandar por escrito, porque vão publicar um livro. Mas da minha parte quanto mais debate melhor."

MERCOSUL
"Somos favoráveis ao Mercosul e temos uma posição de reerguer o bloco porque ele é um espaço importante para negociarmos com a União Européia e com os Estados Unidos, até para discutirmos a questão da Alca é importante. Nós vamos tentar fazer um esforço muito grande para tentar incluir outros países no Mercosul".

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Opinião do público

O que você achou das propostas de Lula para presidência da República?

"A exposição foi muito especial pelas propostas apresentadas e pelo contato do Lula com os universitários".

Priscila de Fátima Silva, 20 anos, estudante de Pedagogia

"Foi fantástico. Ele apresentou propostas concisas e viáveis. Já é meu candidato com certeza".

Carla de Paiva Bezerra, 18 anos, estudante de Direito

"Muito boa. Ele esclareceu pontos importantes da campanha, mas faltaram as perguntas, que era a oportunidade da gente questionar"

Andreza Arusca de Sousa Santos, 18 anos, estudante de Ciência Política

"Foi muito empolgante. Quanto às propostas não houve novidades em relação ao que vem sendo colocado em outros debates. Ressalto a questão da moradia e as propostas para política externa do Brasil que foram diferentes das apresentadas pelos outros candidatos".

Gabriel Rabelo Neves, 18 anos, estudante de Relações Internacionais

"Achei bonito e importante. Fortaleceu a presença dele na cidade e na universidade.O apoio dos estudantes foi bom. Sobretudo ele ter dito que tudo que vai ser feito é em melhoria do povo brasileiro".

Francisco Pinheiro, 26 anos, engenheiro florestal do Ministério de Desenvolvimento Agrário

"Dos candidatos, foi o que mais apresentou propostas. Só fiquei decepcionado com o final, pois faltou a interação com universidade e com a platéia por meio das perguntas".

Albert Franciscone, 20 anos, estudante de Comunicação

"O candidato apresentou propostas que são consistentes. Me ressenti do não cumprimento de toda a programação que incluía perguntas e debate, mas no mais foi muito bonito"

Paulo Pereira Nascente, 52 anos, professor de Lingüística da UnB

"Não gostei. O atraso de quarenta e cinco minutos não permitiu a realização do debate. Ficamos um pouco decepcionados, pois não temos respostas para nossas perguntas. Além disso, a questão da Amazônia não foi citada"

Larissa Melo de Oliveira, 16 anos, estudantes da 2º série de Colégio Dromus

Fonte: UnB Agência. Entrevistas à jornalista Ariane Abrunhosa. Fotos: Daniel Cabral

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