Desenvolvimento
só com autonomia
Para se enquadrar no grupo de países desenvolvidos,
o Brasil vai precisar de conhecimento capaz de inovar. A conjuntura
atual da nação – composta por um quadro
de desigualdade social, desemprego e baixa escolarização
– não favorece o crescimento conjunto nos setores
político, econômico e social. Um cenário
mais favorável ao país no futuro exige maior
autonomia na articulação de idéias e
em seu gerenciamento. Para o presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo
Loures, nos últimos 25 anos, a política econômica
brasileira esteve submetida a referências externas.
“Perdemos a competência em gerenciar nosso próprio
desenvolvimento”, argumenta. O empresário aposta
na qualificação profissional e em uma maior
participação social como áreas promissoras
para o investimento nacional.
Loures foi um dos palestrantes da 11ª rodada de debates
do Fórum Brasil em Questão – A Universidade
e a Eleição Presidencial, que tratou o
tema Brasil: idéias portadoras de futuro, na manhã
de terça-feira, 1° de agosto, no Anfiteatro 9 da
Universidade de Brasília (UnB). Para ele, o crescimento
no país está estagnado, especialmente do ponto
de vista científico e tecnológico. “O
mundo tem crescido quatro vezes mais depressa que o Brasil.
Nós desaprendemos a crescer”, destaca em relação
à década de 80, período de avanços
no país marcado pelo desenvolvimento do setor industrial.
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