Página inicial


Grupo de Ensino e Pesquisa de Imunologia

Laboratório de Imunologia Celular
Departamento de Patologia e Laboratório de Malária
Núcleo de Medicina Tropical e Nutrição

1. Histórico:
O Laboratório de Imunologia Celular do Departamento de Patologia da Universidade de Brasília foi criado em 1972, por ocasião da transferência do Prof. Carlos Eduardo Tosta da Universidade Federal do Rio de Janeiro para a Universidade de Brasília. A partir de 1975, ficou também sob a responsabilidade do grupo, o Laboratório de Malária do Núcleo de Medicina Tropical e Nutrição.

2. Pessoal:
O grupo é formado por 5 pesquisadores, 4 técnicos, 6 estudantes de pós-graduação e 16 estudantes de graduação.

Equipe permanente:
Carlos Eduardo Tosta, Médico (UERJ), Mestre em Medicina Tropical (UFRJ), PhD Immunology (Univ. London), Professor Titular de Imunologia / cetosta@ambr.com.br

  • Maria Imaculada Muniz-Junqueira, Médica (USP Ribeirão Preto), Mestre em Medicina Tropical (UnB), Doutor em Imunologia e Genética Aplicadas (UnB), Professor Adjunto de Imunologia / lfjjnq@embratel.net.br
  • Anamélia Lorenzetti Bocca, Farmacêutica (USP Ribeirão Preto), Mestre em Imunologia (USP Ribeirão Preto), Doutor em Imunologia (USP Ribeirão Preto), Professor Adjunto de Imunologia / anamelia@ambr.com.br
    Maria Ophélia Galvão de Araújo, Médica (UFBA), Doutor em Patologia (UFMG), Professor Adjunto de Patologia.
  • Felício Sala Neto, Biomédico (UnB), Mestre em Biologia Celular (UnB), Pesquisador.
  • Renê de Oliveira Pires, Técnica.
  • Rozeneide Magalhães, Técnica.
  • Nelson Pellet Nascimento, Técnico.
  • José Siqueira da Silva, Técnico.

Estudantes de pós-graduação e de graduação:

  • Lilian Barbosa Lima Aboudib, Médica (UFRJ), Mestre em Imunologia e Genética Aplicadas (UnB), Doutoranda de Imunologia e Genética Aplicadas (UnB) (orientador: C Eduardo Tosta) / liaboudib@ambr.com.br
  • Antonio de Jesus Melo Chaib, Biólogo (UnB), Mestre em Biologia Molecular (UnB), Doutorando (orientador: C Eduardo Tosta) / anjuan@mymail.com.br
  • Elizabeth Rosa e Silva, Médica (UFMA), Mestranda em Imunologia e Genética Aplicadas (UnB) (orientadora: Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Esperanza Bernal Ramírez, Médica (Colômbia), Mestranda em Medicina Tropical (UnB) (orientador: C Eduardo Tosta)
  • Cézar Kosak Simaan, Médico (UnB), Mestrando em Imunologia e Genética Aplicadas (UnB) (orientador: C Eduardo Tosta) / kosak@brnetcom.br
  • Anna Christina D’Ambrosio Ferreira, Médica (USP, SP), Mestranda em Imunologia Clínica (USP) (orientador: C Eduardo Tosta)
  • Allan Ricardo Ferreira, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / ferreira@solar.com.br
  • Angélica Amorim Amato, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / mamato@guarany.unb.br
  • Clarice Dutra Araújo, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / superclarice@hotmail.com
  • Daniele F Couto, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Edney Moura, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / ermoura@nutecnet.com.br
  • Flávia Berford, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / fberford@tba.com.br
  • Leandro Crispim de Oliveira Lacerda, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientador: C Eduardo Tosta) / lecol@zaz.com.br
  • Lícia M Mota, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Lidia Maria Peçanha-Pedrollo, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Marcus Vinicius V Lacerda, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Rafael H Jácomo, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica / rhjacomo@linkexpress.com.br
  • Rafaela F Silva, estudante de Enfermagem (UnB), estagiária de iniciação científica (orientadora: Anamélia Bocca)
  • Raianni GP Pires, estudante de Medicina (UnB), estagiária de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Rodrigo B Aires, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)
  • Rodrigo de Abreu Miranda, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientadora: Anamélia Bocca)
  • Valeriano L da Silva-Filho, estudante de Medicina (UnB), estagiário de iniciação científica (orientadora: M Imaculada Muniz-Junqueira)

3. Atividades de ensino:
O Grupo tem responsabilidade direta por um total de quatro disciplinas, sendo uma de graduação (Imunologia Médica) e três de pós-graduação (Tópicos Especiais de Imunologia, Métodos de Investigação em Imunologia Celular e Imunologia das Doenças Infecciosas), e participa da Disciplina Imunologia Básica.

4. Atividades de extensão:
É de responsabilidade de membros do Grupo a coordenação do Setor de Patologia Clínica e a assessoria técnica do Laboratório de Imunologia do Hospital Universitário de Brasília .

5. Atividades de pesquisa:
São três as linhas de pesquisa:

  • Imunologia e imunopatologia da malária
  • Imunologia e imunopatologia da paracoccidioidomicose
  • Fisiologia e patologia dos fagócitos.

São os seguintes os projetos de pesquisa em desenvolvimento ou com início previsto para o primeiro semestre de 1999:

1. Estudo comparativo das alterações endoteliais na malária e no lupus eritematoso sistêmico.

Cezar K Simaan, Leopoldo Santos, C Eduardo Tosta
Visa verificar a associação entre presença e níveis de marcadores de ativação e de lesão endotelial, anticorpos anti-endotélio e manifestações clínico-patológicas da malária e do lupus eritematoso sistêmico, de modo a traçar um paralelo entre as duas condições patológicas, que cursam com lesão endotelial.

2. Interferência da imunidade antimalárica sobre a sensibilidade do Plasmodium falciparum às drogas antimaláricas.

Antônio JM Chaib, Felício Sala-Neto, C Eduardo Tosta
Avaliar a interferência da imunidade antimalárica sobre a sensibilidade de clones de P.falciparum à ação plasmodicida da cloroquina, mefloquina e quinina

3. Interferência de proteínas de estresse de Plasmodium falciparum sobre a função acessória de macrófagos humanos.

Felício Sala-Neto, C Eduardo Tosta
A partir da constatação de alto grau de homologia entre hsp-70 de macrófagos e de P.falciparum e também da demonstração de que macrófagos de indivíduos com malária apresentam deficiente atividade acessória, o projeto visa avaliar a possibilidade de competição entre as proteínas de estresse dos macrófagos e do plasmódio e suas conseqüências em relação à apresentação de antígenos para linfócitos.

4. Atividade funcional de macrófagos no curso da infecções murina e humana induzidas pelo Paracoccidioides brasiliensis.

Anamélia Lorenzetti Bocca, Florêncio Figueiredo, Fernando Q Cunha, C Eduardo Tosta

O projeto tem como objetivo avaliar a capacidade dos macrófagos obtidos de pacientes com diferentes formas clínicas e de camundongos com diferentes tempos de infecção, de apresentarem antígenos, de destruírem leveduras do P.brasiliensis e estabelecer a correlação entre as citocinas produzidas durante o curso da infecção, que são capazes de alterar a expressão das moléculas de classe II do complexo principal de histocompatibilidade e modular a atividade microbicida dos macrófagos.

5. Avaliação funcional de macrófagos alveolares de indivíduos com neoplasias pulmonares.

Elizabeth Rosa e Silva, Imaculada M Junqueira

Relacionar a atividade funcional de macrófagos obtidos por lavado bronco-alveolar diagnóstico do pulmão acometido por neoplasia e do pulmão contra-lateral com o tipo e a extensão de neoplasias pulmonares

6. Avaliação qualitativa e funcional dos anticorpos da classe IgG após vacinação com SPf66 em Rondônia.

Esperanza Bernal Ramirez, C Eduardo Tosta
Objetiva avaliar a afinidade, subclasses de IgG e capacidade opsonizante de anticorpos IgG induzidos pela vacina antimalárica SPf66 em ensaio de campo

7. Influência da desnutrição energético-protéica e do zinco sérico sobre a função fagocitária.

Marcus V G Lacerda, M Imaculada M Junqueira
Verificar a interferência da desnutrição e da deficiência de zinco sobre a função fagocitária de neutrófilos e monócitos humanos (ver sessão 8: Resumos)

8. Alterações dos níveis séricos de citocinas em nefropatas crônicos, submetidos ou não a tratamento dialítico.

Cássia AM Magalhães, Cristiane B Lopes, Joel PR Veiga, C Schlicher, Imaculada M Junqueira
Determinar a influência da insuficiência renal, compensada ou não por diálise peritoneal contínua ou por hemodiálise, sobre a produção de IL-1b , IL-6, IL-8 e FNT-a (ver sessão 8: Resumos)

9. Efeitos de drogas antimaláricas sobre a função de fagócitos humanos.

Telma CR de Gregório, Patrícia Alves, Anamélia L Bocca, Imaculada M Junqueira, C Eduardo Tosta
Avaliar o efeito da mefloquina, quinina, artemeter, clindamicina, tetraciclina, cloroquina e halofantrina sobre a capacidade fagocitária, capacidade bactericida e a produção de H2O2 por fagócitos circulantes humanos (ver sessão 8: Resumos) ® CONCLUÍDO

10. Ação da corticotrofina e do cortisol sobre a função de monócitos e neutrófilos humanos.

Rodrigo PA Miranda, Anamélia L Bocca, Imaculada M Junqueira, C Eduardo Tosta
Determinar o efeito do ACTH e do cortisol sobre a capacidade fagocitária, atividade bactericida e produção de H2O2 por monócitos e neutrófilos (ver sessão 8: Resumos) ® CONCLUÍDO

11. Influência de estímulos sonoros sobre a função de fagócitos humanos.

Angélica Amato, Leandro CO Lacerda, Anamélia L Bocca, C Eduardo Tosta
Avaliar o efeito de ondas sonoras sobre a capacidade fagocitária, redução do NBT, atividade bactericida e produção de H2O2 por fagócitos humanos (ver sessão 8: Resumos)

12. Ativação de macrófagos no hemoperitôneo de camundongos.

Rafaela F Silva, Stenio M Carvalho, Anamélia L Bocca, C Eduardo Tosta
Avaliação das alterações funcionais de macrófagos peritoneais na presença de sangue na cavidade peritoneal

13. Função fagocitária e metabolismo oxidativo de fagócitos humanos na hipertensão arterial e nas cardiopatias.

Lícia M Mota, Rodrigo B Aires, Luiz F Junqueira Jr, Imaculada M Junqueira
Avaliação da capacidade fagocitária e redução do NBT de monócitos e neutrófilos de pacientes com hipertensão arterial ou cardiopatias chagásica, reumática e isquêmica (ver sessão : Resumos)

14. Alterações das células mióides tímicas e sua relação com a patologia do timo e as manifestações clínicas da miastenia gravis.

Allan RC Ferreira, Albino V Magalhães, Hélcio Miziara, Elza Dias-Tosta, C Eduardo Tosta
Utilização de imunomarcação para caracterizar e quantificar as células mióides tímicas nas diferentes alterações patológicas do órgão associadas à MG e relacioná-las às características imunológicas e clínicas da doença (ver sessão 8: Resumos)

15. Utilização de microteste para avaliação da capacidade fagocitária de fagócitos em lâminas.

Lidia M Peçanha-Pedrollo, Valeriano L Silva-Filho, Luiz Alberto M Lima, Imaculada M Junqueira
Otimização de teste simples e rápido para avaliação da capacidade fagocitária de neutrófilos e monócitos em lâmina e determinação dos valores normais nas diferentes faixas etárias (ver sessão 8: Resumos)

16. Indução de tolerância oral a antígenos de Plasmodium berghei em camundongos CBA/J.

Clarice D Araújo, Flávia Berford, Rafael H Jácomo, Ophélia G Araújo, Imaculada M Junqueira, C Eduardo Tosta
Indução de tolerância por administração oral de antígenos eritrocitários de plasmódio e avaliação do impacto sobre a parasitemia, os anticorpos anti-plasmódio e as manifestações patológicas da malária.

17. Ação moduladora do fluconazol sobre a capacidade fagocitária de fagócitos humanos.

Daniele F Couto, Raianni GP Pires, Anamélia L Bocca, C Eduardo Tosta, Imaculada M Junqueira
Avaliação da influência do fluconazol sobre a capacidade fagocitária de neutrófilos e monócitos (ver sessão 8: Resumos)

18. Metenergia e função de fagócitos humanos.

Ednei Moura, Anamélia L Bocca, C Eduardo Tosta
Avaliação da influência da metenergia sobre a função fagocitária, capacidade bactericida e produção de peróxido de hidrogênio por fagócitos sangüíneos de indivíduos normais.

19. Memória imunológica na malária: um enfoque através de modelagem matemática.

Rita Zorzenon, Margarita Urdaneta, Imaculada M Junqueira, C Eduardo Tosta
Tentativa de estudo, através de modelagem matemática, das características da memória imunológica na malária humana que concorrem para a deficiente aquisição de imunidade antimalárica.

20. Papel das citocinas, de moléculas de aderência e da ativação endotelial como determinantes da imunopatogenia da malária murina.

Imaculada M Junqueira, Anamélia L Bocca, C Eduardo Tosta
Correlacionar os níveis plasmáticos, a produção in vitro por macrófagos e monócitos e a produção local no cérebro e no pulmão de citocinas inflamatórias e quimiocina; avaliar, através de imunomarcação, a interferência do grau de ativação endotelial e a expressão de moléculas de aderência sobre a patogenia das lesões cerebrais e pulmonares em camundongos CBA/J infectados com Plasmodium berghei Anka.

 21. Influência da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana e das drogas anti-retrovirais e inibidoras de protease do VIH sobre a função de macrófagos humanos.

Anna Christina Ferreira, Lilian Aboudib, C Eduardo Tosta
Determinar a influência da infecção pelo VIH e das drogas anti-VIH sobre a capacidade fagocitária, atividade bactericida e produção de peróxido de hidrogênio por macrófagos humanos.

 22. Interferência da talidomida associada a esquemas antiretrovirais duplos ou triplos sobre a reconstituição do sistema imunitário em indivíduos infectados com HIV-1.

Lilian BL Aboudib, M Imaculada Muniz-Junqueira, C Eduardo Tosta
A partir da constatação de que a talidomida associada à monoterapia antiretroviral reduz a carga viral e aumenta a capacidade fagocitária de monócitos humanos, será avaliada a ação desta droga, associada a esquema antiretroviral duplo ou triplo, sobre a reconstituição do sistema imunitário de indivíduo infectados com HIV-1

6. Formação de pós-graduados:

  1. Rômulo César Saboia Moura, Mestrado em Medicina Tropical, Universidade de Brasília: "Dinâmica da aquisição de imunidade à malária em migrantes de área endêmica" (1983-1986).
  2. Leopoldo Luis dos Santos Neto, Mestrado em Clínica Médica, Universidade Brasília: "Zinco e função do linfócito T no idoso" (1985-1988).
  3. Margarita Urdaneta Gutierrez, Mestrado em Medicina Tropical, Universidade de Brasília: "Fatores de proteção contra a malária em crianças menores de 12 meses da área endêmica de Costa Marques" (1986-1989).
  4. Patrícia Reyes Harker, Mestrado de Medicina Tropical, Universidade de Brasília: "Interações de promastigotas de Leishmania (Viannia) braziliensis com macrófagos da linhagem U-937" (1988-1992).
  5. Fátima Ribeiro Dias, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Dinâmica da atividade citotóxica natural na malária humana" (1989-1992)
  6. João Luiz Pacini Costa, Mestrado de Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Indução de uveite experimental e de proliferação de linfócitos por antígenos de retina e de Toxoplasma gondii" (1988-1993).
  7. Roberto Ronald de Almeida Cardoso, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Eosinófilos e rinite alérgica" (1988-1993).
  8. Maria Cecília Cardoso Brandi, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Padronização de um método de obtenção de fagócitos do sangue periférico para avaliação funcional" (1990-1993).
  9. Leopoldo Luiz dos Santos Neto, Doutorado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Disfunção endotelial e fator de necrose tumoral na malária grave" (1989-1993)
  10. Maria de Fátima Costa Alves, Doutorado em Imunologia, Universidade de São Paulo: "Atividade imunorreguladora de monócitos de indivíduos com infecção aguda por Plasmodium falciparum ou Plasmodium vivax" (1989-1995)
  11. Irmtraut Araci Hoffmann Pfrimer, Doutorado em Imunologia, Universidade de São Paulo: "Atividade citotóxica natural em indivíduos infectados com Paracoccidioides brasiliensis" (1989-1995)
  12. Maria Imaculada Muniz Junqueira, Doutorado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Papel imunorre-gulatório do fator de necrose tumoral na malária humana" (1989-1994).
  13. José David Urbáez Brito, Mestrado em Medicina Tropical, Universidade de Brasília: "Características clínico-epidemiológicas da associação entre malária e infecção por vírus da hepatite B" (1993-1995)
  14. Lilian Barbosa Lima Aboudib, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Ação da pentoxifilina e da talidomida sobre o fator de necrose tumoral em indivíduos infectados pelo virus da imunodeficiência humana" (1994-1996 )
  15. Stenio Meirelles de Carvalho, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas da Universidade de Brasília: "Efeito do trauma operatório e da irrigação da cavidade peritoneal de camundongos sobre a função dos macrófagos peritoneais" (1994-1997)
  16. Cláudia da Silva Mota, Mestrado em Imunologia e Genética Aplicadas, Universidade de Brasília: "Efeito do zinco sobre o metabolismo oxidativo de macrófagos na malária murina" (1994-1997).

 7. Publicações (últimos 5 ano):

  1. Tosta CE (ed) Imunologia das Infecções. Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba, Uberaba, 151p, 1992.
  2. Tosta CE Imunologia da malária. In: Tosta CE (ed) Imunologia das Infecções. pp 93-128, Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba, Uberaba, 1992.
  3. Tosta CE, Lopes ER, Chapadeiro E. Malária. In: Brasileiro Filho G et alii (ed) Bogliolo Patologia. 5ª edição, capítulo 33, pp. 1185-1201, Editora Guanabara, Rio de Janeiro,1994.
  4. Tosta CE, Tauil P. Anais do 2º Simpósio de Malária "O Controle da Malária no Brasil" e da 3ª Reunião Nacional dos Pesquisadores em Malária "A Pesquisa da Malária no Brasil". Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 25 (supl.II): 1-164, 1992.
  5. Tosta CE, Dias FR, Figueiredo LP, Muniz-Junqueira, MI. A pesquisa da malária no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 25 (supl.II):103-118, 1992.
  6. Santos-Neto LL, Tosta CE, Dórea JG. Zinc reverses the increased sensitivity of lymphocytes from aged subjects to the antiproliferative effect of prostaglandin E2. Clinical Immunology & Immunopathology 64: 184-187, 1992.
  7. Muniz-Junqueira MI, Prata A, Tosta CE. Phagocytic and bactericidal function of mouse macrophages to Salmonella typhimurium in shistosomiasis mansoni. The American Journal of Tropical Medicine & Hygiene 46:132-136, 1992.
  8. Tosta CE. Malaria vaccines: scientific and ethical issues. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 34 (supl.9):S33-S40, 1992.
  9. Alves MFC, Santos-Neto LL, Muniz-Junqueira, MI, Tosta CE. Cytokines and dysregulation of the immune response in human malaria. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 87 (suppl. III): 331-336, 1992.
  10. Boulos M, Costa JM, Tosta CE. Comprometimento pulmonar na malária. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 35: 93-102, 1993.
  11. Urdaneta M, Prata A, Struchiner CJ, Tosta CE, Tauil P, Boulos M. Spf66 vaccine trial in Brazil: conceptual framework, study design and analytical approach. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 29:259-269, 1996
  12. Muniz-Junqueira MI, Tavares Neto J, Prata A, Tosta CE. Antibody response to Salmonella typhi in human schistosomiasis. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 29:441-445, 1996
  13. Urdaneta M, Prata A, Struchiner CJ, Tosta CE, Tauil P, Boulos M. Safety evaluation of Spf66 malaria vaccine in Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 29: 497-501,1996
  14. Muniz-Junqueira MI, Prata A, Tosta CE. Factors influencing phagocytosis of Salmonella typhimurium by macrophages in murine schistosomiasis. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 30:101-106, 1997
  15. Corrêa-Sales C, Tosta CE, Rizzo LV. The effects of anesthesia with thiopental on T lymphocyte responses to antigen and mitogens in vivo and in vitro. International Journal of Immunopharmacology 19:117-128, 1997
  16. Urdaneta M, Prata A, Struchiner CJ, Tosta CE, Tauil P, Boulos M. Evaluation of Spf66 malaria vaccine efficacy in Brazil. American Journal of Tropical Medicine & Hygiene 58:378-385, 1998
  17. Santos JB, Santos F, Marsden PD, Tosta CE, Andrade ALSS, Macêdo V. Ação de mosquiteiros impregnados com deltametrina sobre a mornidade damalaria em uma área da Amazônia brasileira. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 31:1-9, 1998
  18. Pfrimer IAH, Fonseca SG, Dias FR, Tosta CE. NK-cell cytotoxicity is differently altered in human paracoccidioidomycosis and improves upon clinical recovery. (enviado para publicação).
  19. Santos-Neto L, Dórea JG, Tosta CE. Immunomodulatory effect of oral zinc supplementation on T lymphocytes from aged people: a cross-over, double blind, placebo-controlled trial. (enviado para publicação)
  20. Aboudib LBL, Muniz-Junqueira MI, Santos-Neto LL, Tosta CE. Thalidomide corrects phagocytosis and reduces plasma levels of TNF-a , sTNF-a RII and p24 antigen in HIV-positive individuals. (enviado para publicação)
  21. Urdaneta M, Tosta CE, Ferreira AW, Sala-Neto F, Struchiner CJ, Tauil P, Boulos M, Prata. Immunogenicity of SPf66 malária vaccine in residents of an endemic area of Brazil. (enviado para publicação)
  22. Oba L, Moraes MC, Barbosa MC, Tosta CE. Prions: uma nova categoria de agentes de doenças degenerativas. (enviado para publicação)

 8. Resumos:

ALTERAÇÕES DAS CÉLULAS MIÓIDES TÍMICAS E SUAS RELAÇÕES COM A PATOLOGIA DO TIMO E A EXPRESSÃO CLÍNICA DA MIASTENIA GRAVIS
Allan RC Ferreira, C Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
A miastenia gravis (MG) é uma doença autoimune associada a alterações da transmissão mio-neural devidas a ação de anticorpos anti-receptor de acetilcolina. A alta freqüência de associação de MG com alterações patológicas do timo levanta a possibilidade da participação deste órgão na patogenia da miastenia, principalmente por apresentar em sua constituição celular, células mióides, que apresentam receptores para acetilcolina. O presente trabalho visa estudar as células mióides nas diferentes alterações patológicas do timo, correlacionando os dados obtidos com as manifestações clínicas da MG. [METODOLOGIA] Dados clínicos e tecido tímico de 16 timos, proveniente de timectomia ou necropsia, foram obtidos no Hospital de Base de Brasília e no Hospital Universitário de Brasília. Os tecidos tímicos foram processados, montados em lâminas pré-tratadas com silane, corados com hematoxilina-eosina e classificados, por exame microscópico, como hiperplasia, timoma ou timo involutivo. Para avaliar as alterações estruturais do órgão, os cortes histológicos foram submetidos a técnica imuno-histoquímica com anticorpo anti-ceratina para caracterização das células epiteliais. As células mióides tímicas foram evidenciadas através da marcação com anticorpo anti-actina e submetidas a quantificação por microscopia, utilizando-se um sistema de campos de área pré-determinada. [RESULTADOS] O número médio de células mióides no grupo de pacientes portadores de hiperplasia tímica foi de 21,2± 3,9 (n=9), nos portadores de timoma 2,2± 1,7 (n=4) e nos pacientes com timo involutivo 13,5± 2,1 (n=2). O número de células mióides foi diferente nos três grupos de patologia estudados (p<0,001). Os dados clínicos observados nos três grupos de alterações patológicas seguem no quadro abaixo.

 

Hiperplasia Tímica (n=9)

Timoma (n=4)

Timo involutivo (n=2)

Idade (média)

24,1 anos

41,2 anos

13 anos

Sexo

Masc 22,2%

Fem 78,8%

Masc 50%

Fem
50%

Masc 0%

Fem
100%

Titulação de anticorpo anti-receptor de ACh

Indeterminado(1-10nmol/L)

22,2%

0%

0%

|Positivo (>10nmol/L)

45,5%

50%

50%

Classificação clínica pelos critérios de Osserman

Generalizada moderada

33,3%

75%

0%

Aguda Fulminante

22,2%

0%

50%

Bulbar predominante

44,4%

25%

50%

 

[CONCLUSÕES] Os resultados obtidos demonstram uma diferença significativa do número de células mióides nos três grupos de alterações patológicas analisados. Esses dados, entretanto, precisam ser ampliados e comparados com os que serão obtidos com a análise de timos normais, dos mesmos grupos etários.

Palavras-chave: 1) Timo; 2) Miastenia gravis; 3) Células Mióides; 4) Imuno-histoquímica
Comunicação apresentada no 4º Congresso de Iniciação Científica da UnB, ago 1998

 

DEPRESSÃO DA FUNÇÃO FAGOCITÁRIA DOS NEUTRÓFILOS NA CRISE ASMÁTICA.
Celso A Rodrigues da Silva, Helena Zarur, Celso Antônio Silva, Clarice Santos,
Carlos Eduardo Tosta, Maria Imaculada Muniz-Junqueira.

[INTRODUÇÃO]
Na vigência da crise asmática ocorre uma aumentada freqüência de infecções das vias respiratórias ocasionadas por patógenos que dependem da função das células do sistema de fagócitos para sua eliminação. A produção aumentada de mediadores inflamatórios nestes pacientes pode estar influenciando a função dos fagócitos. Não encontra-se ainda esclarecida a função fagocitária dos neutrófilos na asma brônquica. No presente trabalho avaliamos a função fagocitária de neutrófilos em pacientes asmáticos na vigência da crise e no período intercrítico e o aspecto morfológico dos eosinófilos. [METODOLOGIA] Foram estudados 34 pacientes asmáticos, estando 14 em crise (CA) e 20 no período intercrítico (IC), e 30 controles normais (CN). Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min em câmara úmida a 37° C. A fagocitose de 5 ou 20 leveduras por fagócito,sensibilizados ou não com o soro do próprio indivíduo, processou-se por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi calculado pela multiplicação da média de leveduras ingeridas por neutrófilo, pela proporção de neutrófilos envolvidos na fagocitose. Os eosinófilos foram caracterizados morfologicamente para parâmetros de ativação. [RESULTADOS] Observamos uma depressão da mediana do IF dos neutrófilos no período de CA (156) em relação ao período IC (395) e CN (391) (p<0,05, Análise de Variância), para 20 leveduras sensibilizadas por fagócito. Na ausência do soro, utilizando 5 lev/fagócito, observamos depressão do IF na CA (1,5) em relação ao período IC (12,5) e CN (7,3), p<0,05, Kruskal-Wallis. Para 20 lev/fag, os valores na CA foram 3,1 e no período IC, 4,6, p<0,05 Kruskal-Wallis. Pela análise morfológica observamos maior espraiamento dos eosinófilos na CA (62) em relação aos CN (46,5) e menor espraiamento no período IC (30), p<0,0,05, Kruskal-Wallis. Os eosinófilos dos pacientes em CA (11,5) e no período IC (12) mostraram menos pseudópodos do que os CN (23), p<0,05, Kruskal-Wallis. A presença de vacúolos no citoplasma dos eosinófilos foi mais freqüente nos indivíduos em CA (33) do que no período IC (11) e nos CN (8,5), p<0,05, Kruskal-Wallis. [CONCLUSÃO] Observamos uma deficiência da capacidade fagocitária dos neutrófilos dos indivíduos asmáticos no período de CA. Esta deficiência pode estar concorrendo para a aumentada freqüência de complicações infecciosas das vias respiratórias que são observadas nestes pacientes durante a crise. Os eosinófilos mostraram parâmetros de ativação na vigência da crise. Esta ativação pode estar contribuindo para o aumento da gravidade e duração da crise asmática.

 Palavras chave: 1) asma brônquica 2) fagocitose 3) neutrófilo 4) eosinófilo Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB, ago 1998

 

DEPRESSÃO DA FUNÇÃO FAGOCITÁRIA DOS MONÓCITOS E EOSINÓFILOS NO PERÍODO DE CRISE ASMÁTICA E ESTIMULAÇÃO NO PERÍODO INTERCRÍTICO.
Helena Zarur, Celso Arrais Silva, Celso Antônio Silva, Clarice Santos,
Carlos Eduardo Tosta, Maria Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
Na asma brônquica ocorre uma desregulada produção de mediadores inflamatórios que podem influenciar as função das células circulantes. Tem sido descrito um estado de ativação dos eosinófilos não encontrando-se ainda esclarecida a função das células do sistema de fagócitos. No presente trabalho avaliamos a função fagocitária de monócitos e eosinófilos em pacientes asmáticos na vigência da crise e no período intercrítico. [METODOLOGIA] Estudou-se 30 pacientes asmáticos, estando 12 em crise (CA) e 18 no período intercrítico (IC), e 28 controles normais (CN). Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min em câmara úmida a 37° C. A fagocitose de 5 ou 20 leveduras por fagócito,sensibilizados ou não com o soro do próprio indivíduo, processou-se por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi calculado pela multiplicação da média de leveduras ingeridas por fagócito, pela proporção de fagócitos envolvidos na fagocitose. Foi determinada também a proporção dos fagócitos aderidos em 500 células. [RESULTADOS] Observamos uma depressão da mediana do IF dos eosinófilos no período de CA (2) em relação aos CN (22) e uma estimulação no período IC (38) (p<0,001, pelo teste de Kruskal-Wallis), quando testado com 5 leveduras por fagócito. O mesmo padrão foi observado quando utilizamos 20 leveduras por fagócito (1,5; 5; 20; p<0,001 Kruskal-Wallis). Os monócitos mostraram também um padrão semelhante de resposta, com depressão da mediana do IF no período de CA (9) e estimulação no período IC (27) em relação aos CN (20); p<0,001, Kruskal-Wallis), para 5 lev/fagócito. O mesmo ocorrendo para 20 lev/fagócito (4, 23, 11; p<0,001, Kruskal-Wallis). Os pacientes em CA mostraram maior aderência de eosinófilos 21,13,4) e monócitos (13, 10, 8) do que neutrófilos (56, 76, 88) em relação aos pacientes no período IC e CN, respectivamente (p<0,001, Kruskal-Wallis). [CONCLUSÃO] Observamos uma deficiência da capacidade fagocitária dos monócitos dos indivíduos asmáticos na CA e uma estimulação no período IC. Esta deficiência na vigência da CA pode estar concorrendo para o aumento de freqüência de complicações infecciosas nas vias respiratórias observadas nestes pacientes durante a crise. Embora os eosinófilos estivessem em número aumentado nos períodos de crise sua função fagocitária mostrou-se deprimida neste período, entretanto exacerbada no período intercrítico. Este limiar exacerbado pode estar participando do desencadeamento das crises asmáticas. 

Palavras chave:1) asma brônquica 2) fagocitose 3) monócitos 4) eosinófilos
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB, ago 1998

 

ELEVADO METABOLISMO OXIDATIVO PARECE EXISTIR EM PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL OU CARDIOPATIA ISQUÊMICA.
Lícia Maria Mota, Rodrigo Barbosa Aires, Luiz F. Junqueira Jr,
Maria Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
As cardiopatias hipertensiva e isquêmica são condições clínicas de grande importância, não só pela alta prevalência, mas também pela alta morbimortalidade. A hipertensão arterial é uma importante condição de risco para a doença coronariana aguda e crônica, insuficiência cardíaca, doença cérebro-vascular e doença renal. Várias citocinas produzidas pelas células do sistema imunitário regulam as funções do endotélio vascular, e junto com os radicais livres de oxigênio podem estar envolvidas nos mecanismos de lesão endotelial implicados na formação da placa de aterosclerose. No presente trabalho avaliamos a função fagocitária e o metabolismo oxidativo em portadores de hipertensão arterial e de doença coronariana, em comparação com portadores de outras cardiopatias e com indivíduos controles normais. [METODOLOGIA] Foram estudados 14 pacientes com hipertensão arterial sistêmica, 8 com cardiopatia isquêmica, 4 com cardiopatia reumática, 11 portadores de doença de Chagas sem insuficiência cardíaca e 14 controles normais. Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min em câmara úmida a 37° C. A fagocitose de 5 ou 20 Saccharomyces cerevisiae por fagócito,sensibilizados ou não com o soro do próprio indivíduo, processou-se por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi calculado pela multiplicação da média de leveduras ingeridas por fagócito, pela proporção de fagócitos envolvidos na fagocitose. Empregou-se o teste do nitro-blue-tetrazolium (NBT) para avaliação da produção de radicais de oxigênio, com quantificação da porcentagem de redução do corante. [RESULTADOS] Os pacientes portadores de hipertensão arterial (88%), cardiopatia isquêmica (91%) e cardiopatia reumática (85%) mostraram valores médios percentuais de redução do NBT maiores que os pacientes chagásicos sem ICC (73,5%) e os indivíduos controle normais (79%) (p = 0,035; análise de variância). Não houve diferença entre os grupos em relação a capacidade fagocitária. [CONCLUSÃO] Os pacientes portadores de hipertensão arterial e aqueles com cardiopatia isquêmica apresentaram estimulação do metabolismo oxidativo dos fagócitos. Estes dados sugerem que estes pacientes exibem aumento da capacidade de produção de radicais de oxigênio que estão implicados na lesão endotelial e na formação da placa ateromatosa.

Palavras chave: 1) hipertensão arterial sistêmica, 2) cardiopatia isquêmica 3) radicais livres de oxigênio.
Comunicação apresentada no 4o Congresso de iniciação Científica da UnB

 

FUNÇÃO FAGOCITÁRIA EM CARDIOPATAS CHAGÁSICOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Rodrigo Barbosa Aires, Lícia M. Mota, Luiz F. Junqueira Jr,
Maria Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
A doença de Chagas constitui sério problema de saúde pública no Brasil, respondendo por importante parcela da morbi-mortalidade geral, particularmente em indivíduos adultos jovens, na fase produtiva da vida. Entre as principais causas desta morbi-mortalidade inclui-se a insuficiência cardíaca congestiva (ICC), síndrome que pode comprometer o estado imunológico. Os macrófagos desempenham importante papel na defesa contra infecções, pois matam o parasita; mas podem também permitir seu crescimento por períodos prolongados. Um dos mecanismos de escape do parasita é sua fuga do vacúolo fagocítico para o citoplasma do fagócito. A presença crônica do Trypanosoma cruzi no citoplasma do macrófago pode tornar-se fonte de estimulação do sistema imunitário e também alterar a função de defesa desta célula. Assim, é de grande importância a avaliação da função fagocitária dos fagócitos na insuficiência cardíaca chagásica. [METODOLOGIA] Foram avaliados 11 pacientes chagásicos com ICC, em comparação com 11 outros chagásicos cardiopatas sem ICC, 20 pacientes com outras cardiopatias sem ICC, 6 outros cardiopatas não-chagásicos com ICC e 14 controles normais. Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min em câmara úmida a 37° C. A fagocitose de 5 ou 20 Saccharomyces cerevisiae por fagócito,sensibilizados ou não com o soro do próprio indivíduo, processou-se por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi calculado pela multiplicação da média de leveduras ingeridas por fagócito, pela proporção de fagócitos envolvidos na fagocitose. Empregou-se o teste do NBT. [RESULTADOS] A mediana do IF dos monócitos dos pacientes chagásicos sem ICC mostrou-se menor (5,5) que a daqueles com ICC (18) (p=0,049; teste de Mann-Whitney), para 20 lev por fagócito. Os neutrófilos dos pacientes sem ICC mostraram a mediana do IF menor (86) em relação aqueles com ICC (142) (p=0,05, teste t),para 5 lev por fagócito. A mediana do IF dos neutrófilos dos pacientes chagásicos com ICC (97,5) também foi maior que a dos cardiopatas não-chagásicos com ICC (67) (p=0,04; teste de Mann-Whitney), para 5 lev por fagócito. Pelo teste do NBT verificamos que os chagásicos mostram menor porcentagem de redução do corante que os portadores de outras cardiopatias (p=0,035; análise de variância). [CONCLUSÃO] Pacientes chagásicos com insuficiência cardíaca congestiva parecem apresentar estimulação das células do sistema de fagócitos, tanto em relação ao paciente chagásico sem ICC quanto em relação aos portadores de ICC não chagásicos.

Palavras chave: 1) Doença de Chagas; 2) insuficiência cardíaca congestiva; 3) fagocitose
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB.

 

A INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA E OS PROCEDIMENTOS DIALÍTICOS DESREGULAM A PRODUÇÃO DE IL-1b E FNT-a .
Cristiane Braga Lopes, Cássia A. M. Magalhães, Carlos Schleicher,
Joel Veiga, Maria Imaculada Muniz-Junqueira.

[INTRODUÇÃO]
Temos observado em pacientes nefropatas uma deficiência da função dos fagócitos, tendo sido sugerido ser devida a uma desregulada produção das citocinas inflamatórias. Entretanto esses aspectos não se encontram ainda esclarecidos nos nefropatas crônicos submetidos a diferentes tipos de tratamento. O presente trabalho objetivou avaliar as concentrações séricas de fator de necrose tumoral alfa (FNT-alfa) e interleucina-1beta (IL-1beta) em nefropatas crônicos antes e após um período de hemodiálise (HD), submetidos à diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD), e naqueles indivíduos nefropatas sem tratamento dialítico (IRC). [METODOLOGIA] Foram estudados 35 pacientes nefropatas antes e após o procedimento de hemodiálise, 12 indivíduos em CAPD, 14 nefropatas crônicos sem tratamento dialítico e 21indivíduos controles normais (CN). Foram determinadas as concentrações séricas da IL-1b e do FNT-a , utilizando kit da Medgenix, por teste imunoenzimático (ELISA). [RESULTADOS] As medianas das concentrações séricas de IL-1b dos pacientes nefropatas antes do procedimento dialítico (41,8), após a hemodiálise (44,2), em CAPD (48,5) e em insuficiência renal crônica sem tratamento dialítico (35,8) mostraram-se inferiores aos valores observados nos indivíduos controles normais (52,3), p = 0,02, Kruskal-Wallis. Pela análise pareada dos indivíduos em hemodiálise observamos um duplo padrão de resposta com 6 pacientes mostrando concentração maior da citocina após o procedimento (39,8 x 47,5, p = 0,02, teste t pareado), enquanto que 12 indivíduos diminuíram a concentração da citocina (42,9 x 36,8, p > 0,05, teste de Wilcoxon). O FNT-alfa apresentou resposta oposta àquela observada para a IL-1beta, sendo que os pacientes antes (39,9) e depois (51,0) da hemodiálise e aqueles sem tratamento dialítico (28,5) mostraram níveis mais elevados da citocina do que os pacientes em CAPD (9,2) e os controles normais (10,7), p < 0,008, Kruskal-Wallis. [CONCLUSÃO] Nossos dados mostraram que ocorre um aumento da produção de FNT-alfa em pacientes nefropatas, e
uma deficiência na produção de IL-1beta. As complicações infecciosas e hemodinâmicas presentes nos pacientes nefropatas podem ser devidas ao desarranjo nos níveis destas citocinas, que modulam a função do endotélio vascular, a função dos fagócitos e induzem a resposta imune.

Palavras-chave: 1) nefropatas; 2) IL-1beta; 3) FNT-alfa
Comunicação apresentada no 4º Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

VALORES NORMAIS DO TESTE DE FAGOCITOSE EM LÂMINA POR MONÓCITOS, EM CRIANÇAS EADULTOS.
Valeriano L. Silva- Filho, Lídia M. F. Peçanha-Pedrollo, Luiz A. M. Lima,
Maria Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
Os monócitos apresentam um papel fundamental na defesa do organismo, tanto na resposta imune inata, quanto como indutores e efetores da resposta imune adaptativa, sendo que a fagocitose representa o primeiro passo na função destas células. Um teste simples de fagocitose em lâmina foi desenvolvido, sendo adequado para o emprego tanto em crianças como em adultos pois utiliza pequena quantidade de sangue. A padronização dos valores de normalidade para este teste servirá de base para sua utilização clínica. O objetivo do presente trabalho foi determinar os padrões normais de fagocitose por monócitos em crianças recém nascidas (RN), lactentes (LAC), pré-escolares (PESC), escolares (ESC) e adultos normais (AN). E, analisar comparativamente os grupos segundo a faixa de idade. [METODOLOGIA] Foram estudados 32 RN de parto normal (PN), 32 RN de parto cesárea (PC), 30 LAC, 24 PESC, 14 ESC, e 32 AN. Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min a 37° C. O coágulo foi retirado e os fagócitos aderidos foram incubados com leveduras sensibilizadas ou não com o soro do próprio indivíduo, por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi determinado pela multiplicação da proporção dos monócitos envolvidos na fagocitose pela média de leveduras fagocitadas por monócito. [RESULTADOS] Os valores dos percentis 2, 50 e 98 do IF, para a fagocitose testada na presença do soro encontram-se na tabela.

 

Perc

5 lev sens/fag

20 lev sens/fag

 

PC

PN

LAC

ESC

ESC

NA

PC

PN

LAC

PESC

ESC

AN

2

32

39

43

72

63

35

45

48

70

83

93

72

50

123

89

93

92

90

77

164

125

115

113

128

119

98

196

143

140

152

138

130

282

186

178

152

154

247

 

A análise comparativa mostrou que tanto para 5 lev sens/fag, quanto para 20 lev sens/fag a mediana do IF das crianças nascidas de PC é mais elevado do que das outras faixas de idade p<0,001, Kruskal-Wallis. A mediana do IF de RNPN (56), testado na ausência de soro, na proporção de 20 lev/fagócito foi menor do que a dos outros grupos (88, 74, 70, 70, 89; PC, LAC, PESC, ESC, AN); p<0,001, Kruskal-Wallis. [CONCLUSÃO] A capacidade fagocitária dos monócitos de RN de PN, na ausência do soro, mostrou-se deprimida em relação as outras faixas de idade, o que pode estar concorrendo para aumentar a susceptibilidade a infecções nestas crianças. Na presença de soro a capacidade fagocitária das crianças nascidas de parto cesárea está aumenta em relação a todos os outros grupos. Não estão esclarecidas as conseqüências da ativação dos monócitos nestas crianças. Os valores obtidos podem servir como referência de normalidade para avaliação clínica da função fagocitária dos monócitos.

Palavras-chave: 1) fagocitose 2) monócito 3) criança 4) curva padrão
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB.

 

PADRONIZAÇÃO DOS VALORES DE NORMALIDADE DO TESTE DE FAGOCITOSE EM LÂMINA POR NEUTRÓFILOS, EM CRIANÇAS E ADULTOS
Lídia Maria Figueira Peçanha-Pedrollo, Valeriano Luiz da Silva-Filho,
Luiz Alberto de Mendonça Lima, Maria Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
Os fagócitos representam a primeira linha de defesa do organismo e são responsáveis por conter a maioria das infeções por bactérias extracelulares. Estes patógenos são os principais agentes etiológicos causadores de infecções nos primeiros anos de vida. Um teste simples de fagocitose em lâmina foi desenvolvido, sendo adequado para o emprego em crianças pois utiliza pequena quantidade de sangue. A padronização dos valores de normalidade para este teste servirá de base para sua utilização clínica. O objetivo do presente trabalho foi determinar os padrões normais de fagocitose por neutrófilos em crianças recém nascidas (RN), lactentes (LAC), pré-escolares (PESC), escolares (ESC) e adultos normais (AN). E, analisar comparativamente os grupos segundo a faixa de idade. [METODOLOGIA] Foram estudados 32 RN de parto normal (PN), 32 RN de parto cesárea (PC), 30 LAC, 24 PESC, 14 ESC, e 32 AN. Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 min a 37° C. O coágulo foi retirado e os fagócitos aderidos foram incubados com leveduras sensibilizadas ou não com o soro do próprio indivíduo, por 30 min. O índice fagocitário (IF) foi determinado pela multiplicação da proporção dos neutrófilos envolvidos na fagocitose pela média de leveduras fagocitadas por neutrófilo. [RESULTADOS] Os valores dos percentis 2, 50 e 98 do IF, utilizando 5 ou 20 leveduras sensibilizadas encontram-se na tabela.

 

Perc

5 lev sens/fag

20 lev sens/fag

 

PC

PN

LAC

PESC

ESC

AN

PC

PN

LAC

PESC

ESC

NA

2

56

36

34

54

25

78

128

67

88

119

64

120

50

149

74

80

103

109

108

247

117

169

208

203

203

98

195

147

182

145

155

219

376

340

309

323

259

312

 

A análise comparativa entre os grupos mostrou que a mediana do IF das crianças nascidas de PN e dos lactentes é menor do que a de todas as outras faixas de idade e que o IF daquelas nascidas de PC é mais elevado, tanto quando testados com 5 lev sens/fagócito (p<0,001, Análise de Variância), como quando analisados com 20 lev sens/fagócito (p<0,001, AV). [CONCLUSÃO] A capacidade fagocitária dos neutrófilos é menor em RC de PN e LAC, o que pode concorrer para a maior susceptibilidade a infecções que ocorre nestas faixas de idade. Não estão esclarecidas as conseqüências da ativação dos neutrófilos em RN de PC. Não houve diferença entre o IF de PESC, ESC e adultos, o que indica que a função fagocitária a partir do segundo ano de vida já está totalmente desenvolvida. Os valores obtidos podem servir como referência de normalidade para avaliação clínica da função fagocitária dos neutrófilos.

 Palavras-chave: 1) fagocitose 2) neutrófilo 3) criança 4) curva padrão
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

INFLUÊNCIA DA DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO-PROTÉICA E DO ZINCO SÉRICO SOBRE A FUNÇÃO FAGOCITÁRIA
Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, Maria Imaculada Muniz Barboza Junqueira.

[INTRODUÇÃO]
As doenças infecciosas são as principais causas de morbimortalidade em crianças com desnutrição energético-protéica (DEP). Isto se deve, em parte, ao comprometimento de funções do sistema imunitário nesta condição, tais como a diminuição da resposta de linfócitos T. Contudo, a função fagocitária de neutrófilos e monócitos em crianças com DEP não se encontra ainda totalmente esclarecida, bem como a associação desta variável imunológica com níveis séricos de elementos traço, como o zinco. Este último parece exercer papel importante no controle da resposta imunológica.

[METODOLOGIA]
As 25 crianças com DEP (com ou sem processos infecciosos associados, segundo parâmetros clínicos) e 25 crianças normais foram caracterizadas quanto ao estado nutricional, utilizando-se o percentil 50 da curva padrão do NCHS. Sangue venoso foi distribuído em lâminas e incubado por 45 minutos em câmara úmida a 37 °C. Os fagócitos aderidos foram incubados por 30 minutos com Saccharomyces cerevisiae, na presença do soro da própria criança, nas proporções de 5 ou 20 leveduras por fagócito. O Índice Fagocitário (IF) para neutrófilos e monócitos foi determinado pelo produto da média das leveduras ingeridas ou aderidas por fagócito e pela proporção de fagócitos envolvidos na fagocitose. A dosagem do zinco sérico foi obtida por espectrofotometria de absorção atômica.

[RESULTADOS]
Foi observada uma depressão da mediana do IF de neutrófilos e monócitos de crianças desnutridas, em relação às crianças normais, apenas na ausência do soro do paciente, tanto para uma maior, quanto para uma menor carga de leveduras. Os valores de mediana de IF de neutrófilos foram de 1x34 (DesnutridoxControle), com p<0,001 (5/fagócito), e de 5,4x60 (DxC), com p<0,001 (20/fagócito). Os valores de IF para os monócitos mostraram resultados semelhantes. Não houve qualquer diferença entre o IF de crianças com ou sem processos infecciosos, bem como não se verificaram diferenças entre a média dos níveis séricos de zinco de desnutridos e controles (0,84x0,7mg/l), ou qualquer relação com o IF.

[CONCLUSÕES]
Nossos dados evidenciam depressão da atividade fagocitária tanto de neutrófilos como de monócitos das crianças com DEP, apenas quando a fagocitose é avaliada sem adequada opsonização. Esta deficiência pode contribuir para que as crianças desnutridas apresentem mais dificuldades para conter infecções em sua fase precoce. Nenhuma das crianças estudadas mostrou deficiência de zinco sérico. Nos pacientes estudados, o zinco não influenciou a função fagocitária de neutrófilos e monócitos.


Palavras-chave:
1) desnutrição energético-protéica; 2) fagocitose; 3) neutrófilo; 4) monócito; 5) zinco.
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

EFEITOS DO QUININO, MEFLOQUINA, HALOFANTRINA, ARTEMETHER, CLINDAMICINA E TETRACICLINA SOBRE A FAGOCITOSE DE SACCHAROMYCES CEREVISIAE E SOBRE O METABOLISMO OXIDATIVO DE FAGÓCITOS HUMANOS.
Telma Carolina Ritter de Gregorio, Anamélia Lorenzetti Bocca,
Maria Imaculada Muniz-Junqueira, Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
O sistema de fagócitos constitui a primeira linha de defesa contra o plasmódio, por meio da liberação de radicais de O2 e pela fagocitose de eritrócitos infectados. Algumas drogas antimaláricas podem alterar a função de fagócitos, especialmente em altas concentrações. O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do quinina, mefloquina, halofantrina, artemeter, clindamicina e tetraciclina, em concentrações periterapêuticas, sobre a fagocitose de Saccharomyces cerevisiae e sobre a produção de peróxido de hidrogênio.

[METODOLOGIA]
Fagocitose: Fagócitos sangüíneos de indivíduos hígidos são obtidos por aderência a lâminas de microscopia, incubados por 30min com as diferentes concentrações das drogas antimaláricas e a fagocitose avaliada por microscopia, após incubação com suspensão de leveduras + drogas por 30min, e coloração das preparações com solução de Giemsa a 10%. O índice fagocitário é calculado pelo produto da porcentagem de células envolvidas na fagocitose e o número de leveduras ingeridas. Produção de peróxido: Sangue venoso é centrifugado e os fagócitos obtidos são dispostos em placa de microcultura de 96 escavações e incubados a 37ºC por 45min para a aderência dos fagócitos. As células são incubadas com as soluções das drogas em diferentes concentrações por 60min a 37ºC em atmosfera de ar e 5% de CO2. A produção de peróxido é determinada através de solução de vermelho de fenol e a leitura feita em espectrofotômetro com filtro de 630nm. [RESULTADOS] Quando comparadas ao controle, concentrações terapêuticas de cloroquina (C) inibiram significativamente a fagocitose, assim como C/4, C/2 e 2C (p<0,001 n=8). O mesmo se deu para a halofantrina (p=0,05 n=8), a mefloquina (p=0,044 n=8), a clindamicina (p=0,037 n=9) e a tetraciclina (p<0,001 n=9). Para a quinina não houve significância estatística (p=0,082 n=8), assim como para o artemeter (p=0,108 n=8). Nenhuma das drogas antimaláricas avaliadas alterou a produção de peróxido pelos fagócitos (n=10). [CONCLUSÃO] Os resultados demonstram que algumas drogas antimaláricas são capazes de inibir a fagocitose, mesmo em concentrações próximas às utilizadas na terapêutica. Esta inibição parece não envolver o metabolismo oxidativo destas células, e sim afetar o mecanismo de ingestão de partículas, talvez por meio da interferência sobre a expressão de receptores.

Palavras-chave: 1) Malária; 2) Fagocitose 3) Metabolismo oxidativo 4) Drogas antimaláricas
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

INFLUÊNCIA DE ONDA SONORA DE 9,0 kHz SOBRE A CAPACIDADE DE REDUÇÃO DO NITRO-BLUE-TETRAZOLIUM (NBT) POR FAGÓCITOS HUMANOS. 
Leandro Crispim de Oliveira Lacerda, Renê de Oliveira Pires, José Siqueira da Silva, Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
Estudos recentes têm demonstrado que estímulos sonoros podem influenciar funções celulares. Permanece obscuro, entretanto, se estes efeitos dependem da freqüência e amplitude da onda sonora, do tempo de estimulação e, ainda, da participação de células receptoras. O intuito deste trabalho foi avaliar a capacidade de redução do NBT por fagócitos humanos na vigência de estimulação sonora direta, com onda de 9,0 kHz, buscando em uma possível influência sobre o sistema de defesa a justificativa para a utilização terapêutica do som.[METODOLOGIA] Fagócitos humanos foram obtidos do sangue venoso por aderência a campos pré-delimitados em lâminas de microscopia. Após incubação em câmara úmida a 37º C por 45 min, o coágulo era retirado, obtendo-se população de células aderentes constituída quase exclusivamente por neutrófilos e monócitos. Em seguida, distribui-se a solução de NBT em todos os campos e suspensão de Saccharomyces cerevisiae sensibilizadas em somente metade delas, obedecendo-se a uma proporção de 5 leveduras por fagócito. As lâminas eram reincubadas em câmara úmida a 37º C por um período de 20 min, para permitir a fagocitose. A estimulação sonora com onda de 9,0 kHz ocorreu em uma caixa acusticamente isolada que funciona como câmara úmida, com os fagócitos sendo estimulados pré e per-fagocitose (65 min). A análise dos efeitos do estímulo sonoro foi realizada avaliando-se por microscopia um total de 200 fagócitos e determinando-se o percentual de fagócitos que reduziram o NBT (positivos), na presença ou ausência de leveduras, nos grupos controle e estimulado. [RESULTADOS] O percentual médio de fagócitos NBT(+) que receberam estimulação sonora e tratamento com leveduras foi 51,20± 26,56, enquanto que este valor foi de 54,75± 25,09 no grupo controle. Já os fagócitos NBT(+) entre os estimulados mas sem leveduras foi 30,20± 27,03 e 47,10± 25,39 para o controle. [CONCLUSÃO] Os resultados sugerem diminuição do percentual médio de fagócitos NBT(+) no grupo estimulado em relação ao controle, na presença ou ausência de leveduras, havendo significância estatística pelo teste t pareado (p=0,047) somente naquele grupo não tratado com leveduras. Também existe significância estatística (p=0,002) quando se comparam os grupos estimulados na presença ou ausência de leveduras. Parece, então, existir um maior efeito depressor da onda sonora de 9,0kHz sobre o metabolismo oxidativo de fagócitos humanos quando estes estão em estado basal, na ausência de estímulo para a fagocitose.

Palavras-chave: 1) onda sonora; 2) fagócitos humanos; 3) redução do NBT
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

INFLUÊNCIA DE ONDA SONORA DE 9,0 kHz SOBRE A CAPACIDADE FAGOCITÁRIA DE FAGÓCITOS HUMANOS
Angélica Amorim Amato, Renê de Oliveira Pires, José Siqueira da Silva,
Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
Estudos recente têm mostrado a influência direta de ondas sonoras sobre a função celular. No entanto, não estão bem caracterizadas as faixas de frequência e amplitude dessas ondas ou seus mecanismos de ação sobre sistemas vivos. O estudo da influência desses estímulos pode ser relevante não apenas para a compreensão da biologia das células como também para a viabilidade da aplicação terapêutica dos sons. O objetivo desse trabalho foi avaliar a influência de ondas sonoras sobre a fagocitose da levedura Saccharomyces cerevisiae por neutrófilos e monócitos circulantes humanos. [METODOLOGIA] Os fagócitos sangüíneos de voluntários sadios foram obtidos por aderência a lâminas de microscopia com campos pré-delimitados, após incubação de gotas de sangue venoso por 45min e incubados com suspensão de leveduras em Hanks-Tris, na proporção de 40 leveduras por fagócitos, em câmara úmida a 37ºC. Durante os dois períodos de incubações, os fagócitos foram estimulados com onda sonora de 9,0 kHz em câmara úmida acusticamente isolada; o controle envolveu a não estimulação sonora. Em seguida, as células eram fixadas e coradas com solução de Giemsa. A capacidade fagocitária foi avaliada pelo exame das lâminas em microscópio óptico e expressa pelo índice fagocitário (IF) para monócitos e neutrófilos, que representa o produto da média de leveduras ingeridas por fagócitos pela proporção de fagócitos envolvidos na fagocitose. [RESULTADOS] Os resultados, baseados em 15 experimentos, mostraram que o IF médio de neutrófilos submetidos à exposição sonora foi 150,9± 70,6, e, de monócitos que receberam o mesmo tratamento, 66,3± 30,1. Com respeito ao grupo controle, foi verificado IF médio de 175,3± 69,9 para neutrófilos e de 83,0± 38,0 para monócitos. [CONCLUSÃO] Foi constatada depressão estatisticamente significativa da função fagocitária de neutrófilos e monócitos expostos a onda sonora de 9,0 kHz de freqüência por 75 min (p<0,05, teste t pareado). É possível que a resposta à exposição sonora dependa de características da onda sonora, incluindo sua freqüência e amplitude, e do estado de equilíbrio dos fagócitos antes da exposição. Dessa forma, ondas sonoras com outras características poderiam apresentar efeitos diferentes sobre a função fagocitária, e fagócitos com estado de equilíbrio alterado poderiam responder de forma diferente à exposição sonora.

Palavras-chave: 1) onda sonora; 2) fagocitose; 3) fagócitos humanos
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

POSSÍVEL PAPEL PROTETOR DA TALIDOMIDA SOBRE AS FORMASGRAVES DA MALÁRIACEREBRAL MURINA
Iracema Carvalho de Holanda Cavalcante, Bruno G. Siqueira, Maria Ophélia G. Araújo, Carlos Eduardo Tosta, Imaculada Muniz-Junqueira

[INTRODUÇÃO]
A malária constitui-se numa das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, sendo responsabilizada por mais de um milhão de mortes por ano, a forma cerebral da doença sendo responsável pela maioria dos casos fatais. O excesso de produção do fator de necrose tumoral-a (FNT) tem sido considerado um importante fator envolvido na patogênese da malária grave. A inibição do excesso de produção desta citocina portanto poderia resultar em benefício para o paciente por reduzir a morbimortalidade da doença. A talidomida inibe seletivamente a produção do FNT, por aumentar a degradação do seu ARN mensageiro. Assim pois seu uso associado a medicação antiparasitária poderia contribuir para diminuir a morbimortalidade na malária. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a influência da talidomida sobre as alterações histopatológicas cerebrais na malária experimental. [METODOLOGIA] Camundongos CBA/J foram inoculados com 106 eritrócitos parasitados com Plasmodium berghei Anka e tratados do segundo ao oitavo dia da infecção com talidomida (I+T) (n=14) (150 mg/kg, 1x/dia, por via intraperitoneal) ou salina (I+S) (n=15). Foram incluídos dois outros grupos controles não infectados pelo Plasmodium berghei Anka mas tratados com talidomida (T) (n=8) ou salina (S) (n=6), para excluir a ação exclusiva da droga. Os animais foram sacrificados no oitavo dia da infecção e os órgãos processados para análise histopatológica. A análise das lâminas foi feita de modo cego com determinação semi-quantitativa das alterações histopatológicas, que foram expressas como índice de lesão ou como porcentagem de campos microscópicos comprometidos. [RESULTADOS] A talidomida diminuiu a intensidade [13 (I+S) x 6,5 (I+T) x 0,5 (T) x 0 (S); p<0,001 pelo teste de Kruskal-Wallis] e a freqüência (60 (I+S) x 40 (I+T) x 5 (T) x 0 (S); p<0,001 pelo teste de Kruskal-Wallis] da necrose neuronal no córtex cerebral. Este medicamento não alterou a freqüência da congestão vascular (20x0x10x10). A necrose parenquimatosa, a micro-hemorragia e o edema parenquimatoso foram pouco freqüentes e não foram diferentes nos grupos tratados ou não com a talidomida. [CONCLUSÕES] A talidomida protegeu o córtex cerebral quanto à lesão neuronal, não influenciando a evolução das outras alterações analisadas. No cerebelo a talidomida não alterou a evolução da doença. Esta droga apresentou ação diferenciada quanto ao tipo e localização da lesão. Estes dados sugerem uma possível ação benéfica da talidomida para prevenir as formas graves da malária cerebral.

Palavras-chave: 1) malária cerebral 2) talidomida 3) Plasmodium berghei
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB


A TALIDOMIDA NÃO INFLUÊNCIA O DESENVOLVIMENTO DAS
LESÕES PULMONARES NO MODELO MURINO DA MALÁRIA
Bruno G Siqueira, Iracema CH Cavalcante, Maria Imaculada Muniz-Junqueira,
Maria Ophélia G Araújo, Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
A elevada produção de fator de necrose tumoral alfa (FNT-a ) tem sido considerada como um importante fator envolvido na patogênese da malária grave, contribuindo para o desenvolvimento das lesões pulmonares e aumentando a morbi-mortalidade da doença. A talidomida (TAL) tem sido referida como um potente inibidor da produção de FNT-a . Assim, sua utilização na malária poderia concorrer para diminuir a morbidade da doença. Objetivou-se avaliar o papel protetor da TAL sobre o desenvolvimento das lesões pulmonares através de estudo histopatológico semi-quantitativo das alterações desse órgão. [METODOLOGIA] Camundongos CBA/J foram injetados foram divididos aleatoriamente em 4 grupos, sendo os grupos A (n=9) e B(n=10) inoculados via intraperitoneal (ip) com 1x106 eritrócitos parasitados pelo Plasmodium berghei Anka, com o grupo A tratado com TAL (100mg/kg ip, dose única diária) e o grupo B com solução de NaCl 0,9% a partir do 2º dia de infecção. Os animais dos grupos C (n=6) e D (n=6) foram infectados pelo plasmódio, sendo tratados com TAL e salina, respectivamente, para controlar o efeito exclusivo da droga. Os camundongos foram sacrificados no 8º dia de infecção e o pulmão processado para histopatologia, analisado de modo cego, determinando-se um índice de lesão de acordo com a intensidade e a área comprometida. Foi avaliada a parasitemia dos animais nos dia 3, 5, 6 e 8 da infecção. [RESULTADOS] Não houve diferenças nas alterações histopatológicas pulmonares nos camundongos infectados com P.berghei e tratados com TAL em relação aos tratados com salina. Foram analisadas as presenças de líquido intra-alveolar (1x0), infiltrado intra-alveolar (2x1,5), edema intrasseptal (15x14), infiltrado intrasseptal (26x26), congestão vascular (29x30,5), aderência de células mononucleares (144x135,6) e aderência de eritrócitos ao endotélio vascular (10x22) (p>0,05, Kruskal-Wallis). não houve diferenças na parasitemia dos grupos nos dias analisados (p>0,05, teste t). [CONCLUSÃO] A inibição do FNT-a pela TAL não alterou o desenvolvimento das alterações histopatológicas pulmonares na malária experimental. É possível que esta citocina não seja o único fator determinante das alterações histopatológicas pulmonares da malária, sendo o desencadeamento desta síndrome dependente de fatores mais complexos ou associação de várias citocinas.

Palavras-chave: 1) Malária; 2) Pulmão; 3) Talidomida; 4) FNT-a
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB


ESTUDO COMPARATIVO DA CINÉTICA DE ATIVACÃO DE MONÓCITOS HUMANOS ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO E DA REDUÇÃO DO NITRO-BLUE TETRAZOLIUM.
Maria Claudia Pignata, Anamélia Lorenzetti Bocca, Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
Durante o processo de ativação de monócitos, ocorre a produção de intermediários reativos do oxigênio (ROI), como o peróxido de hidrogênio (H2O2). Baseado nesse metabolismo oxidativo, propõe-se um estudo cinético da ativação de macrófagos do sangue periférico (monócitos), visando um maior entendimento das alterações funcionais dessas células frente a agentes exógenos. [METODOLOGIA] Monócitos, obtidos por punção venosa de seis jovens, sadios, do sexo masculino, foram separados por centrifugação em gradiente de Percoll, suspensos em meio RPMI 1640, distribuídos em placas de microcultivo e ativados in vitro através de incubação a 37° C em câmara úmida e atmosfera de 5% de CO2 em ar, utilizando-se lipopolissacarídeo (LPS) na concentração de 0,1m g/ml, em diferentes tempos de incubação (0, 15, 30, 60 min). A ativação foi avaliada, utilizando-se dois marcadores: a produção de peróxido de hidrogênio (H2O2) e a redução do nitro-blue tetrazolium (NBT). No primeiro caso, os monócitos foram incubados com sol. vermelho fenol contendo peroxidase, sendo que algumas amostras receberam tratamento adicional com acetato de forbol miristato (PMA 100ng/ml). A quantificação da produção de H2O2 foi feita através de espectrofotometria com 630nm de comprimento de onda. No segundo, as células foram incubadas com solução de NBT a 0,05% em sol. Hanks-Tris. A redução do NBT foi avaliada através da contagem dos monócitos NBT (+) em um total de 200 células. [RESULTADOS] As médias das concentrações de H2O2, produzido pelos monócitos incubados com LPS nos tempos 0, 15, 30 e 60min e tratados adicionalmente com PMA, foram: 10,1± 6,7; 5,9± 4,9; 5,1± 4,1; 8,6± 5,1; respectivamente. Nas amostras de células sem tratamento adicional com PMA não houve detecção da produção de H2O2. Os percentuais médios dos monócitos NBT (+), incubados com LPS, mas sem leveduras, nos tempos 0, 15, 30 e 60min, foram: 81,4± 7,7; 79,8± 3,1; 85,5± 3,8; 84,7± 5,5, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre os resultados (ANOVA). [CONCLUSÕES] Nossos dados preliminares sugerem que: (1) o LPS como estímulo único não é um ativador eficiente do metabolismo oxidativo em monócitos e inibe precocemente a indução desse processo nas células tratadas adicionalmente com PMA; (2) o teste de redução do NBT é útil para demonstrar o metabolismo oxidativo em monócitos, mas não é um marcador eficiente para o estudo cinético da ativação dessas células, pois não evidencia a atuação do ativador - LPS.

Palavras-chave: 1) monócitos; 2) ativação; 3) LPS; 4) H2O2 ; 5) NBT.
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB

 

A AÇÃO DA CORTICOTROFINA E DO CORTISOL SOBRE A FUNÇÃO DE NEUTRÓFILOS E MONÓCITOS HUMANOS.

Rodrigo PA Miranda, M Imaculada Muniz-Junqueira, Anamélia L Bocca,
Carlos Eduardo Tosta

[INTRODUÇÃO]
As reações de estresse causam alterações hormonais, inclusive o aumento das concentrações séricas de corticotrofina (ACTH) e cortisol, que tem sido associado à depressão do sistema imunitário. O sistema de fagócitos (monócitos, neutrófilos e eosinófilos) constitui importante linha de defesa do organismo. Ainda não se conhece, entretanto, a influência desses hormônios sobre a função fagocitária humana. O presente trabalho objetivou caracterizar o efeito do ACTH e do cortisol sobre os neutrófilos e monócitos circulantes humanos. [METODOLOGIA] Neutrófilos e monócitos, obtidos através da punção venosa de adultos jovens do sexo masculino (18-45 anos), foram tratados por 60min com diferentes concentrações de ACTH (tetracosactida, seqüência de 1-24) ou cortisol (hidrocortisona). Após a incubação destas células com leveduras (Saccharomyces cerevisiae)sensibilizadas, ou não, com anticorpo e complemento humanos, a fagocitose foi avaliada por microscopia através da contagem de 200 neutrófilos e 200 monócitos, e expressa pelo índice fagocitário, obtido pela multiplicação da média de leveduras fagocitadas pela porcentagem de fagócitos em atividade. Após o plaqueamento dos fagócitos circulantes com os hormônios, associados ou não a um estímulo (PMA), a determinação da produção de peróxido de hidrogênio foi feita em espectrofotômetro de placa no comprimento de onda de 630nm. [RESULTADOS] O cortisol, tanto em concentração fisiológica (10-4 g/L), quanto em supra-fisiológica (10-1 g/L), causou depressão da capacidade fagocitária de neutrófilos para leveduras sensibilizadas e não sensibilizadas (ANOVA, p<0,05). Redução semelhante também foi comprovada quando neutrófilos e leveduras sensibilizadas foram incubados com concentração fisiológica de ACTH (10-9 g/L), embora em concentração supra-fisiológica (10-6 g/L), este hormônio não alterou a função fagocitária daquelas células sobre leveduras sensibilizadas. Já a função fagocitária de neutrófilos e monócitos sobre as leveduras não sensibilizadas foi reduzida em todas as concentrações testadas de ACTH (10-6, 10-9 e 10-12 g/L). Em nenhuma das concentrações de ACTH e cortisol testadas houve alteração da produção de peróxido de hidrogênio pelos fagócitos circulantes. [CONCLUSÃO] Nossos dados indicam que mesmo em concentrações fisiológicas, o ACTH e o cortisol exercem papel modulador negativo sobre a capacidade fagocitária principalmente de neutrófilos, fato também comprovado com concentração supra-fisiológica de cortisol, e nas concentrações infra e supra-fisiológica de ACTH na fagocitose de leveduras não sensibilizadas. Entretanto, o ACTH e o cortisol não são capazes de alterar a produção de peróxido de hidrogênio dos fagócitos circulantes. Este trabalho sugere a existência de regulação hormonal da função fagocitária humana.

Palavras-chave: 1) corticotrofina; 2) cortisol; 3) fagocitose; 4) produção de peróxido de hidrogênio; 5) neutrófilos; 6) monócitos.
Comunicação apresentada no 4o Congresso de Iniciação Científica da UnB           


                                                               
Página inicial