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HISTÓRICO |
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O Departamento de Fitopatologia (FIT) da Universidade de Brasília,
foi criado em 1989 por um desmembramento do antigo Departamento de Biologia
Vegetal, embora o grupo de pesquisa em Fitopatologia tenha se iniciado com a
vinda do Prof. Armando Takatsu para a UnB em 1971.
A atividade principal do FIT é relacionada aos cursos de Mestrado e Doutorado em Fitopatologia, criados em 1976 e 1991, respectivamente. Na graduação o FIT atende os acadêmicos de Agronomia, Engenharia Florestal e Biologia, com a oferta semestral de seis disciplinas e anual de outras quatro. Atualmente o departamento conta com sete professores, sete profissionais que participam do programa de pós-graduação, dos quais quatro são colaboradores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que podem ser credenciados para orientar alunos. Há também um professor visitante e dois pesquisadores colaboradores.
A partir da década de 70, e principalmente após a criação
do curso de Mestrado em 1976, o grupo de Fitopatologia solidificou-se com a
realização de trabalhos pioneiros ao longo dos anos nas áreas de doenças fúngicas
de soja e feijão, estudos sobre a bacteriose da mandioca e a murcha bacteriana
do eucalipto. No período de 1973-1983, projetos envolvendo purificação e
sorologia de vírus e micotoxinas foram desenvolvidos. Durante o período
1975-1984, na área de nematologia, destacam-se vários trabalhos que resultaram
na descrição de novos gêneros e espécies de nematóides da região dos
Cerrados e da Amazônia.
A pesquisa do FIT compreende as áreas de micologia,
bacteriologia, nematologia e virologia. Entre os projetos financiados e
executados nos últimos cinco anos, destacam-se as linhas de pesquisa:
epidemiologia de doenças de plantas causadas por fungos; caracterização,
diagnose e epidemiologia de vírus de plantas; taxonomia de insetos vetores de vírus;
biodiversidade fúngica do cerrado e controle de fitonematóides em hortaliças.
Na área de patologia florestal, trabalhos realizados sobre as ferrugens de essências
florestais, têm merecido destaque em nível internacional.
Atualmente, pode-se destacar a linha de pesquisa
em Micologia como uma das maiores do Grupo. O projeto “Fungos do Cerrado”
teve início em 1992 e envolve o estudo da taxonomia e diversidade deste
importante bioma neotropical. Quase uma centena de novas espécies e dois novos
gêneros foram descritos, estando registrados em periódicos internacionais de
alto nível. O FIT possui hoje uma coleção de mais de 15.000 espécimens de
fungos herborizados, sendo grande parte destes, ainda desconhecidos. Este
projeto visa o conhecimento da biodiversidade da micobiota do cerrado através
da expansão da Coleção Micológica de Referência da UnB (CMRUnB), identificação
e classificação do material existente para fornecer informações de qualidade
que possibilitem o uso de nossa biodiversidade.
Outro projeto que se destaca refere-se à área de epidemiologia e controle de doenças fúngicas de culturas economicamente importantes para o Cerrado, tais como soja, feijão e tomate. O objetivo do tema é, além de estudar os fatores que determinam o progresso e a severidade de doenças que afetam culturas importantes nos Cerrados, também propor modificações ou inovações em técnicas de controle mais eficientes, sustentáveis e com um mínimo de dano ao meio-ambiente.
Na área de bacteriologia, a principal linha de
pesquisa refere-se ao estudo de bactérias endofíticas e rizobactérias para
uso em controle biológico, além de etiologia e diagnose de doenças
bacterianas de fruteiras e hortaliças.
A pesquisa na área
de nematologia está atualmente concentrada no uso da comunidade de nematóides
como um indicador para a detecção de mudanças ambientais.
Dentro da área de Fitopatologia Molecular, novas linhas de pesquisa estão sendo implantadas atualmente, englobando a caracterização molecular de fungos e bactérias fitopatogênicas e o desenvolvimento de métodos moleculares para sua diagnose.
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