Embora seja um fenômeno raro - são milhares de reservatórios
para poucos casos de SIR - ele é considerado um perigo potencial
já que existem barragens espalhadas por todo o mundo. Tempos atrás,
acreditava-se que os lagos artificiais só podiam gerar sismos de
pequena magnitude, associados exclusivamente ao peso da água neles
contidas. Constatou-se depois que não se pode descartar a hipótese
de uma relação entre terremotos catastróficos e enchimento
de reservatórios. Por isso, o estudo da SIR tornou-se um campo de
particular importância para as pesquisas sismológicas.
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Mesmo que o peso d'água, em reservatórios com mais
de cem metros de profundidade, seja insuficiente para fraturar as rochas
da base, a coluna d’água exercerá uma pressão hidrostática,
empurrando o líquido através dos poros das rochas e de fraturas
pré-existentes.
Esse incremento de pressão pode levar meses ou mesmo anos, para avançar distâncias não muito longas, dependendo da permeabilidade do solo e das condições do fraturamento das rochas. No entanto, quando a pressão alcança zonas mais fraturadas, a água é forçada para dentro das rochas, reduzindo o esforço tectônico e facilitando o deslocamento de blocos falhados. Este processo é incrementado pela ação lubrificante da água, que reduz a fricção ao longo dos planos das fraturas e falhas. A água tem ainda o papel de agente químico: ao hidratar certas moléculas, ela enfraquece o material e favorece a formação de novas fissuras, que levam o líquido a penetrar ainda mais profundamente no interior do maciço rochoso. |
Na mesma década de 60, observou-se ainda 3 outros casos de SIR, com magnitudes acima de 6.0, em áreas de barragens com altura superior a 100 metros: Xinfengkiang, 105 m, na China; Kariba, 128 m, na Africa; e Kremasta, 147 m, na Grécia.