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Utiliza documentos inéditos, como as cartas e telegramas trocados entre o banqueiro inglês Rothschild, o Presidente Rodrigues Alves e o Chanceler Rio Branco entre janeiro e março de 1903. 305-Autor: Marta Cristina Soares de Freitas Santos Título: Brasil E A Exploração do Petróleo na Bolívia Orientador: Luiz Alberto Moniz Bandeira Defesa: 18.05.92 Resumo: Analisa os acordos de cooperação econômica intentados entre o Brasil e a Bolívia durante as décadas de 1930 e 1950, as implicações decorrentes da implementação das propostas apresentadas. Os parâmetros desse estudo são os tratados de 1938 (a vinculação ferroviária e o aproveitamento do petróleo boliviano) e as notas reversais de 1958 (os acordos Roboré). Os favores de aproximação dos dois países foram os aspectos políticos vinculados à questão da segurança nacional. A questão do petróleo enfrentou choques de interesses entre o capital internacional e os setores nacionalistas, incorporados pela Petrobrás. 322-Autor: Débora Bithiah de Azevedo Título: Em Nome da Ordem: democracia e Combate ao Comunisno no Brasil (1946-1950) Orientador: Tereza Cristina Kirschner Defesa: 27.11.92 Resumo: Discute a construção de um discurso da ordem no Brasil, imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, onde se entrecruzaram os temas da redemocratização e da Guerra Fria na elaboração da idéia do inimigo comum. O principal agente de ordem nesse período - o comunismo - levantou a questão da imposição de limites na instituição de um regime democrático, gerando a repressão política ao comunismo ou ao que fosse considerado como tal. Utiliza como fontes a documentação referente à Seção de Segurança nacional do Ministério da Justiça e Negócios Interiores. 323-Autor: Dinair Andrade da Silva Título: Saint-Hilaire e o Brasil - Um Viajante Franceês Lança Seu Olhar Sobre Uma Colônia Às Vésperas da Independência. Orientador: Adalgisa Maria Vieira do Rosário Defesa: 18.12.92 Resumo: Reconstitui aspectos do Brasil às vésperas da independência a partir da visão de Saint-Hilaire expressa em seus relatos de viagem. Aborda os relatos de viagem no quadro das relações culturais internacionais, considerando o viajante como um membro de determinada cultura em interação com outro universo cultural. Conclui que o viajante, na condição de estrangeiro, utilizou de seu poder discriminatório para selecionar o temário de seu interesse dentro das linhas estabelecidas como motivadoras da viagem. Ao voltar a França, Saint-Hilaire comparou-a ao país visitado, lançando sua noção de atraso e de progresso. 312-Autor: Ellen Birgitte Holten Título: As Relações Entre O Brasil E A Dinamarca Durante O Império Brasileiro Orientador: Luiz Alberto Moniz Bandeira Defesa: 08.08.92 Resumo: Estuda as relações entre o Brasil e a Dinamarca durante o século XIX. Além das relações diplomáticas, aborda o Tratado de 1828, o comércio, a navegação e a imigração, e considera as relações do Brasil com a Suécia e a Noruega. defende, que, sem ligações estreitas, Brasil e Dinamarca tiveram interesses comerciais complementares e a atuação da navegação dinamarquesa no Brasil foi muito importante para ambas as partes. Baseia-se em documentos inéditos encontrados em arquivos brasileiros, além da consulta a coleções de documentos impressos, livros e artigos nacionais e estrangeiros. . História Política do Brasil Autor: Maria da Glória Santana de Almeida Título: Nordeste Açucareiro: Desafios do vir-a-ser Capitalista (1840-1875) Orientador: Adalgisa Maria Vieira do Rosário Data: 12.05.92 Resumo: Estuda os conflitos entre o modelo tradicional agro-exportador escravista do Nordeste, exemplificado pelo complexo açucareiro da província do Sergipe, e a formação de um mundo regido por interesses comerciais e financeiros e por idéias de liberdade e auto-determinação, no período entre 1840-1875. Mostra que o processo de modernização do Nordeste, apesar de entrar em choque com uma economia não acostumada com a competição e com a mentalidade capitalista emergente, se concretizou com a implantação e o sucesso das usinas. Utiliza inventários, testamentos, processos civis e criminais, livros de notas e a imprensa da época. Autor: Terezinha Aparecida Mendes Marra Título: Populismo: Um Conceito A Arquivar? (Um Estudo Sobre A Retórica Populista em Jânio Quadros E A Tônica nacional Reformista em João Goulart) Orientador: Maria T. Ferraz Negrão de Mello Data: 22.05.92 Resumo: Compara os dois primeiros presidentes do período da democracia populista no Brasil, Jânio Quadros e João Goulart (1961-1964), verificando se estes realmente utilizaram-se da política populista e podem ser rotulados como tal. defende que Jânio Quadros pode ser considerado um governante populista, porém João Goulart foi um governante popular, com um programa nacional reformista. Mostra que o populismo, enquanto categoria de análise, é um instrumento eficaz e a utilização do conceito é pertinente como recurso teórico para instrumentar a compreensão de momentos da vida nacional. Portanto, não é um conceito a arquivar. Utilizar como fontes os discursos dos presidentes, documentários e publicações. Autor: Regina Maria Rodrigues Behar Título: PCB: Duas Polítcas Culturais - 1945-1958 Orientador: Adalgisa Maria Vieira do Rosário Data: 30.09.92 Resumo: Estuda a política do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.) e suas repercussões, especialmente nas artes e na literatura, durante o período de 1945-1958. Identifica e analisa-as à luz das linhas políticas gerais e do discurso presente nas revistas culturais vinculadas ao partido. Enfoca a luta pela redemocratização do País, passando pela Guerra Fria, até o momento em que o P.C.B. assumiu plenamente posições nacional-desenvolvimentistas afirmando, a partir de 1958, a via pacifista e integradora na política e na orientação cultural. Autor: Eleonora Zicari Costa de Brito Título: A Construção de Uma Marginalidade Através do Discurso E da Imagem - Santa Dica 1923 A 1925 Orientador: Tânia navarro Swain Data: 16.10.92 Resumo: Apresentra como tema central o movimento religioso ocorrido em Goiás nos anos 20, liderado por Benedita Cypriano Gomes (Santa Dica). Apreende os sentidos instituídos pelos discursos que a Igreja, a imprensa e a justiça construíram sobre Santa Dica a sua comunidade. Verifica as condições de produção desses discursos de verdade. Conclui que, como portadora de uma mensagem simbólica, a fala de Santa Dica foi criadora e possuía sentido, mas, quando esta fala tentou entrar no discurso positivista do mundo, perdeu o sentido. Utiliza como fontes jornais da época, depoimentos e processos criminais. |
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