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A partir das representações dos pirenopolinos, a pesquisa mostra Pirenópolis e a festa do Divino quanto aos seus significados e símbolos, e como essas representações são perpassadas pelo amor e pelo orgulho que viverem ali. Mostra também como o ato de participar da festa e de exercer a fé no Divino Espírito Santo são repassados através das gerações. E ainda, como o imaginário coletivo dos pirenopolinos, em relação a festa referida, é tecido de representações diferenciadas ao que se refere aos ritos, símbolos e crenças. A pesquisa trata de uma história em construção, dos fazeres cotidianos do homem comum, portanto, uma história que admite o lado poético e imaginário dos homens, tecida de alegria, dor, saudade e, sobretudo, fé. Autor: Luís Augusto Vicente Galante Título: EI, VOCÊ AI! ME DÁ UM DINHEIRO AÍ! As falas do dinheiro: Imagens e Representações Sociais Linha de Pesquisa: HistóriaL: Discurso, Imaginário e Cotidiano Orientadora: Tânia Navarro Swain Data: 13.07.98 Nº de páginas Resumo: O dinheiro em suas diversas significações será tematizado ao longo deste trabalho, cujo objetivo é procurar apreender algumas das diversas formas que ele assume no imaginário social. O primeiro capítulo apresenta o dinheiro como realidade material, ou seja, serão estudadas séries de cédulas produzidas em diferentes momentos históricos. O objetivo é apreender possíveis matrizes de sentido que emanadas das cédulas, explicitem o imaginário que diferente regimes/governos desejaram ver materializar-se dotando-os de uma identidade. O segundo capítulo detém-se sobre outras formas de manifestação do dinheiro no imaginário social. Nele procura-se apreender a imagética do dinheiro nos ditados populares, nas mandingas e orações destinadas a adquiri-lo, bem como em um personagem em Wat Disney, o Tio Patinhas. Músicas que tenham por tema ou apenas falem do dinheiro serão analisadas ao fim do capítulo. O terceiro procura desvendar a relação do dinheiro com alguns planos econômicos, tomando como perspectivas (e objeto de análise) a linguagem das charges. Autor: Everson Lopes Frossard Título: ESCOLA RISONHA E FRANCA? - representações "douradas", representações de "chumbo"e configuração atual no cotidiano brasiliense (1960-1990) Linha de Pesquisa: HistóriaL: Discurso, Imaginário e Cotidiano Orientadora: Maria T. Ferraz Negrão de Mello Data: 21.07.98 N º de páginas Resumo: O presente trabalho tem como ponto de partida a problematização do "Clichê"- "Escola, risonha e franca" tantas vezes mesmerizado ou reproduzido parafrasticamente em diferentes espaços discursivos. Tendo Brasília como cenário principal, o estudo tem como suportes empíricos fontes plurais trabalhadas em sintonia com a Linha de Pesquisa: História: Discurso, Imaginário e Cotidiano. Pös-Graduação em História/UnB. Assim, modulações do cotidiano da instituição escolar são consideradas em temporalidades que abarcam os primórdios da capital da República, os tempos de ditadura e o tempo presente. Ao longo de 3 capítulos, subcorpora constituídos de falas de atores sociais (professores e estudantes), discurso midiático em gênero distintos e uma breve incursão na "retórica das imagens", subsidiaram o pretendido acompanhamento entre falas e condições peculiares de sua emergência. Consideradas como "imagens caleidoscópicas" as representações trabalhadas são pontuadas, ao final, por um posicionamento do pesquisador quanto às transformações do cenário vigente. Para tanto, o imaginário radical tem, sem dúvida, um inestimável papel. Autor: Guilherme Frazão Conduru Título: A POLÍTICA EXTERNA DE RIO BRANCO E OS TRATADOS DO ABC Linha de Pesquisa: História das Relações Internacionais Orientadora: Albene Miriam F. de Menezes Data: 24.07.98 Nº de páginas Resumo: A presente Dissertação discute as motivações e objetivos que levaram o Brasil a participar de negociações com a Argentina e o Chile, entre 1907 e 1915, para a assinatura de um tratado de "cordial inteligência política", conhecido como ABC. Com vistas a situar essa iniciativa no contexto da política externa da República Velha, estudou-se a historiografia sobre a gestão Rio Branco no Itamaraty (1902-1912). A fim de identificar seu significado político, analisaram-se as mais relevantes referências ao ABC na historiografia, assim como os textos do Tratado de 1915 e dos projetos que o antecederam, utilizando-se como recurso metodológico os conceitos de sistemas de Estados, equilíbrio de poder e hegemonia. Autor: Heloísa Conceição Machado da Silva Título: O IMPACTO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL SOBRE A POLÍTICA DE COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRA Linha de Pesquisa: História das Relações Internacionais Orientadora: José Flávio Sombra Saraiva Data: 28.07.98 Nº de páginas: 180 Resumo: Este estudo tem por objetivo fornecer uma visão do impacto da Segunda Guerra Mundial sobre a política de comércio exterior brasileira. Com este propósito, percorreu-se os caminhos traçados pela política econômica externa nas décadas de 1930-1940, enfatizando as metas do primeiro Governo Vargas e os meios utilizados para alcançá-las. A política de comércio exterior nos anos pós-crise de 1929 orientou-se por um crescente realismo, sendo concebida como um instrumento de reforço à economia e ao mercado interno. Entre 1935-1940, o comércio exterior marcado por extensa flexibilidade. Nesta época, os acontecimentos mais importantes desenvolveram-se em torno do comércio de compensação com Alemanha e da assinatura de um acordo liberal com os Estados Unidos. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, constatou-se uma dramática perda de mercados na Europa Ocidental, a assinatura de acordos comerciais com Washington e o aumento da demanda por produtos brasileiros em mercados tradicionalmente supridos pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos. Com a exaustão européia no imediato pós-guerra, verificou-se o abandono temporário da proposta norte-americana de internacionalização da economia, a situação periférica dos países latino-americanos, bem como os reflexos desta situação para o comércio exterior brasileiro. Autor: Adão Rodrigues de Oliveira Título: POR SOMBRAS E REFLEXOS. O lugar-Instante Mexicano representado nos Códices de Oaxaca e nas Gravuras de Fr. Diego Valadés - Sec. XVI Linha de Pesquisa: História Social e das Idéias Orientadora: Jaime de Almeida Data: 12.08.98 Nº de páginas: 148 Resumo: Esta dissertação teve como objetivo identificar, na iconografia do século XVI, indícios do processo de aculturação que se processou no imaginário colonial mexicano. Buscou, em algumas imagens dos Códices de Oaxaca (1549-1592), uma aproximação com a fala e o pensamento indígena e, em algumas gravuras da retórica Cristiana (1579), a preocupação dos espanhóis com hegemonia cultural indígena. Por um lado, as comunidades indígenas do Vale de Oaxaca (território pertencente ao Marquesado cedido por encomienda a Hernán Cortés) apresentando seus códices junto à Audiência Real para reivindicar terras indígenas usurpadas. Estas imagens serviram como documentos legais na recuperação e manutenção de domínios territoriais e representam a capacidade indígena de organização material, rearticulada após o trauma da conquista, e a promoção de um processo de reelaboração cultural que integrava elementos da simbologia européia à lógica indígena. Por outro lado, Fr. Diego Valadés com sua obra ilustrada, fornecendo aos futuros missionários informações sobre o modo de vida dos indígenas e sobre a melhor forma de catequizá-los. Os códices mixtecas e zapotecas denunciam as ações coletivas concretas de reconstituição das bases materiais para a sobrevivência cultural e de subversão de empresa colonial. As gravuras do frade franciscano apresentam os elementos da imposição cultural e da defesa do projeto evangelizador e revelam a consciência espanhola do fracasso da conversão e da preocupação em combater a idolatria indígena. Essas duas produções iconográficas são analisadas como textos culturais que apontam os elementos necessários para a análise histórica da sociedade colonial mexicana a partir das perspectivas da aculturação e do imaginário colonial desenvolvidas por Nathan Wachtel e por Serge Gruzinski. Autor: Evanildo da Rocha Carvalho Título: A QUESTÃO DA BRASILIDADE NOS ANOS 1920 Linha de Pesquisa: História Social e das Idéias Orientadora: Tereza Cristina Kirschner Data: 24.08.98 Nº de páginas: 150 Resumo: Este trabalho pretende examinar o debate sobre o tema da brasilidade nos anos 1920, debruçando-se sobre os setores intelectual e artístico. Selecionamos duas fontes para o exame dessa questão: A Revista do Brasil, importante instrumento da vaga nacionalista do período, que publicou em suas páginas artigos de diversos intelectuais preocupados com a realidade brasileira. A outra fonte são os textos dos autores modernistas, com seus interesses relacionados à modernização cultural do país, tema que passava pela questão da brasilidade. Procuramos examinar na Revista do Brasil e nos textos modernistas as maneiras como eram compreendidas e apresentadas a questão da brasilidade por seus autores, e se havia uniformidade ou não nas suas proposições. Acreditamos ser possível estabelecer um traço de ligação entre as duas fontes, por discutirem idéias interrelacionadas. Autor: Virgílio Caixeta Arraes Título: A REPÚBLICA E O IMPERALISMO: A POSSE PELA ILHA DA TRINDADE (1895-1896) Linha de Pesquisa: História das Relações Internacionais Orientadora: José Flávio Sombra Saraiva Data: Nº de páginas: 117 Resumo: Este estudo tem por escopo propiciar uma visão de conjunto do conflito diplomático pela posse da ilha da Trindade (1895-96) entre o Brasil e a Grã-Bretanha. No início do mandato presidencial de Prudente de Morais, primeiro civil a governar o Brasil no regime republicano, a ilha foi ocupada por um navio britânico, sendo declarada parte integrante do império britânico. O Brasil saberia da ocupação pela imprensa britânica. O clima interno do país era turbulento, recuperando-se ainda das seqüelas produzidas pela Revolta da Armada (1893-94). No campo da política externa, o idealismo, que buscava seu eixo para a América em detrimento da Europa - mais precisamente Grã-Bretanha - e marcou os primeiros gestos e ações da política republicana, como, por exemplo, o Tratado de Montevidéu sobre a área das Missões (1890) começa a ser suplantado pelo realismo. A justificativa da ocupação britânica foi a instalação de um cabo telegráfico submarino, que ligaria Buenos Aires até Londres, passando por algumas possessões britânicas no Atlântico Sul. O Brasil conduziu sua ação nesse conflito sempre optanto pelo diálogo, ainda que, em determinado momento, alguns radicais exigissem até o rompimento com a Grã-Bretanha. Após um ano de negociação, e com a colaboração de Portugal, que ofereceu seus bons ofícios, o Brasil retomaria a posse da ilha em agosto de 1896. Autor: Linda Joene Carvalho Granjense de Lima Título: LAÇOS DE SANGUE, LAÇOS DE FÉ, RELAÇÕES FAMILIARES E SOLIDARIEDADE NO CATARISMO DO SÉCULO XIII Linha de Pesquisa: História Social e das Idéias Orientadora: Maria Eurydice de Barros Ribeiro Data: 28.08.98 N º de páginas: 156 Resumo: Em 1167, a Fraternidade dos Bogomilos, herdeira espiritual dos maniqueus, transmitiu aos Perfeitos - sacerdotes e iniciados cátaros - por intermédio do patriarca búlgaro Nicetas, a missão de fazer conhecer na Europa os mistérios do Cristianismo gnóstico. É sobretudo interessante conhecer a atitude religiosa e moral dos Cátaros do sul da Franca (no século XIII). Os caracteres essenciais do catarismo está na aplicação de um método particular de conhecimento espiritual, no desejo da liberação da individualidade humana e na realização da fraternidade cristã. O Cristianismo dos Cátaros era uma Gnose, quer dizer, um Conhecimento. O dogma dos Cátaros reconhecia dois princípios: o bem, Deus eterno, e o mal procedente do mundo material e transitório. Porque eles rejeitaram as autoridades religiosas de seu tempo, os Cátaros, os Puros, foram objetos de uma selvagem repressão, particularmente no sul da França, na Occitânia. Em 1208, o papa Inocêncio III ordenou uma Cruzada contra os Cátaros. Em 1232, Gregório IX confia aos Dominicanos o ofício da Inquisição: Tribunal eclesiástico para perseguir os Cátaros. O catarismo tirou sua força de expansão, depois sua capacidade de resistência, segundo Michel Roquebert, na coesão dos grupos nos quais ele se encarnou socialmente: a linhagem, a família, o clã. É o fato da tradição dentro da família que explica a longa resistência do catarismo à perseguição. Os laços familiares e os laços de solidariedade no catarismo do século XIII "parecem Ter jogado com uma força e uma constância admiráveis"- a participaçãp de uma fé vivente. Autor: Antônio Fávero Sobrinho Título: CIDADANIA E CIÊNCIA: A Política de Saúde Pública Republicana na virada do Século XX Área de Concentração: História Política do Brasil Orientadora: Geralda Dias Aparecida Data: 09.09.98 N º de páginas: 157 Resumo: Na passagem do século XIX para o século XX, por influência de um ideário modernizante, a sociedade brasileira foi levada a pensar-se novamente. No decorrer desse repensar emergiu uma pluralidade de concepções de cidadania. Dentre essas, destacou-se a concepção que pretendia reeducar o homem brasileiro para um novo tipo de sociabilidade urbana. Tal concepção de cidadania foi proposta pela medicina no decorrer do desenvolvimento da política de saúde pública. Com o objetivo de combater as doenças epidêmicas e também todo um conjunto de comportamentos sociais herdados de um passado colonial - a cidadania às avessas, a medicina propôs que o exercício da cidadania deveria fundamentar-se nos direitos coletivos. No entanto, tal proposta provocou uma forte reação em vários setores sociais, sobretudo aqueles situados na cidade do Rio de Janeiro. Com isso, estabeleceu-se um debate político cujo eixo central era a questão da cidadania. Nesse debate, de um lado ficaram os defensores da revisão da concepção de cidadania sob a ótica dos direitos coletivos; de outro, os liberais e os positivistas, que apesar de suas diferenças em termos de relação entre Estado e sociedade, fizeram uma defesa cerrada dos direitos individuais dos cidadãos. . Doutorado Autor: Mário Roberto Bonomo Título: OURO PRETO: DE RELÍQUIA MINEIRA À GLÓRIA NACIONAL - 1867-1938 Linha de Pesquisa: História Social e das Idéias Orientador: Maria Eurydice de Barros Ribeiro Data da defesa: 17.07.98 Nº de páginas: 319 Resumo: A partir do título de Monumento Nacional concedido à Ouro Preto, em 1933,procurou-se mostrar a trajetória da memória histórica republicana, por meio de acontecimentos que marcaram a história da cidade entre 1867, quando foi erguida a Coluna Saldanha Marinho, primeiro monumento republicano; e 1938, quando chegaram a Ouro Preto as urnas contendo os restos mortais dos inconfidentes. A mudança da capital para Belo Horizonte, provocou uma ruptura e revelou a preocupação política com o futuro de Minas Gerais. O abandono da velha capital representou um corte com o passado que pôs em risco todo um acervo urbano do século XVII. Os grupos responsáveis por essas mudanças foram os dos dirigentes políticos, dos intelectuais e do clero. Grupos cujo grau de atuação e interligações determinaram, mais tarde, na década de 1930, a valorização da arte, da literatura e da história voltada para o projeto de modernidade do governo. A tese foi dividida em três partes, intituladas: Um lugar para a memória, A pobre imagem da cidade e O monumento da modernidade, que correspondem às fases consideradas marcantes da memória histórica republicana e que teve como maior referência a Inconfidência Mineira. Desse modo, analisou-se a ascensão das idéias e as formas de nacionalismo e elas relacionadas, como necessidade de afirmação de uma superioridade mineira em comparação às demais regiões do País. Autor: René Marc da Costa Silva Título: POR ONDE O POVO ANDA... A Construção da Identidade Quilombola dos Negros de Rios das Rãs. Linha de Pesquisa: História Social e das Idéias Orientador: Janaína Amado Data da defesa: 07.08.98 Nº de páginas: 449 Resumo: O presente trabalho de tese teve como objetivo investigar o particular processo de construção da identidade do grupo rural negro de Rio das Rãs, desenvolvido a partir do conflito fundiário em que este se viu envolvido desde os inícios da década de 80. O trabalho foi dividido em duas partes distintas, porém conexas. O objetivo central da primeira parte foi recuperar no passado o contexto histórico e as formas nas quais foi possível ao grupo negro estruturar-se e desenvolver-se na região do alto e médio sertão baiano de Rio das Rãs. A Segunda parte do trabalho referiu-se ao processo de construção particular da identidade de remanescentes de quilombas, através da memória e oralidade, à luz da tradição de sitiantes, agregados e pequenos camponeses que caracterizou a história do grupo negro. Autor: César Miguel Torres Del Rio Título: SEGURANÇA COLETIVA E SEGURANÇA NACIONAL: A COLÔMBIA ENTRE 1950 E 1982 Linha de Pesquisa: História das Relações Internacionais Orientador: Amado Luiz Cervo Data da defesa: 12/98 Nnº de páginas: 311 Resumo: O estudo Segurança Coletiva e Segurança Nacional: a Colômbia entre 1950 e 1982, que aqui é apresentado, é resultado da pesquisa histórica. A perspectiva metodológica que foi utilizada consistiu em analisar tanto a evolução das políticas de segurança nacional na Colômbia quanto as medidas continentais sobre segurança coletiva da Organização dos Estados Americanos e sua mútua determinação. Neste sentido, o trabalho analisou o desenvolvimento da instituição militar colombiana nos níveis de organização, de funcionamento tático e estratégico, de doutrina e de missão, entre outros; também foi estudado o tipo de relação que se estabeleceu entre civis e militares antes dos governos militares (1953-1958), durante estes, na chamada Frente Nacional e nos governos posteriores a este último sistema político. Além disso, foram consideradas as análises e as determinações das Conferências de Exércitos Americanos, da Junta Interamericana de Defesa e da Comissão de Consulta sobre Segurança da OEA. De especial importância foi a análise do processo paulatino de nacionalização da segurança bem como do "governo civil da segurança nacional", o correspondente à administração presidencial de Júlio César Turbay Ayala (1978-1982). |
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