8. CURSOS DE CRIOULÍSTICA
I. Introdução às Línguas Crioulas e Pidgins
Ementa
Conceituação
e histórico dos processos de pidginização e crioulização. Distribuição
geográfica dos crioulos. Os crioulos em seu contexto social. Estrutura das
línguas crioulas. Contribuição da crioulística para a lingüística moderna.
Programa
Unidade I: Conceitos iniciais
1.1 Pidgin e crioulo
1.2 O ciclo vital
1.3 Contato de línguas e alguns de seus resultados
1.4 Comunicação
Unidade
II: Pidginização
3.1 O pidgin como pré-crioulo
3.2 História externa da pidginização
3.3 Principais características lingüísticas dos
pidgins
3.5 O status dos pidgins como línguas
3.6 Pidginização e aprendizagem de L2
3.7 Alguns pidgins
Unidade III: Crioulização
2.1 História externa da crioulização
2.2 Crioulização como processo lingüístico
2.3 Crioulização sem pidginização
2.4 Algumas características estruturais dos
crioulos
2.5 O sistema TMA
2.6 Crioulização e aquisição de L1
2.7 Alguns crioulos
Unidade
IV: Contato de línguas (continuação)
4.1 Contato de línguas como comunicação
interlingüística
4.2 TGA
4.3 Empréstimo e transferência
4.4 Descrioulização
Unidade
V: Crioulística e lingüística
5.1 Lingüística histórica
5.2 Sociolingüística: variação, bilingüismo,
diglossia
5.3 Estandardização
5.4 Política e planejamento lingüísticos.
BIBLIOGRAFIA
- Couto, H. H. do. 194. Introdução ao estudo das
línguas crioulas e pidgins. Brasília:
Editora da Universidade de Brasília-UnB.
- Byrne, F. & T. Huebner. 1991,. Development and structure of creole
languages.
Amsterdam: John Benjamins.
-
Holm, J. 1988/9. Pidgins and creoles (2 vols). Cambridge: CUP.
-
Mühlhäusler, P. 1986. Pidgin and creole linguistics. Oxford: Brasil Blackwell.
-
Romaine, S. 1988. Pidgin and creole languages. Londres: Longman.
- Couto, H. H. do. 1994. O crioulo português da
Guiné-Bissau. Hamburgo: Helmut Buske
Verlag.
II. Pidginização e registros
especiais do português
Ementa
Os processos de
pidginização e crioulização. ´Baby talk´ e ´foreigner talk´. Mecanismos de simplificação comunicativa.
Aquisição de primeira e segunda línguas.
Programa
1. Os processos
de pidginização e crioulização
1.1. Contato de
línguas
1.2. Jargão,
pidgin instável e pidgin estável
1.3.
Crioulização: nativização e comunitarização
1.4. O ciclo vital
2. Baby talk e foreigner talk
2.1. Baby talk e
linguagem infantil
2.2. Alguns
casos de baby talk
2.3. Foreigner talk e pidginização
2.3. Alguns
experiências com foreigner talk
3. Mecanismos de
simplificação comunicativa
3.1. O que é
implificação
3.2.
Simplificação e generalização
3.3. Simplificação
comunicativa e economia
3.4. O papel do
contexto no ato de interação comunicativa
4. Aquisição de
primeira e segunda línguas
4.1.
Crioulização como aquisição de primeira língua
4.2.
Pidginização como aprendizagem de segunda língua
BIBLIOGRAFIA
Bickerton, Derek. 1984. Roots of language. New York:
Karoma.
Couto, Hildo
Honório do. 1996. Introdução ao estudo das línguas crioulas e pidgins.
Brasília: Editora da UnB.
_______. 1999.
Contato interlingüístico: da interação à gramática. Disponível na Internet em:
http://www.unb.br/il/let/crioul/contato.htm
Ferguson, Charles, J. 1981. Foreigner talk as
the name of a simplified register. International journal of the sociology of
language 28.5-18.
Martins, Denise
de Aragão Costa. 1977. Aspectos do baby talk no português. PUC-RJ, dissertação
de mestrado.
_______. 1990.
Mecanismos de simplifação em registros especiais do português. URFJ, tese de
doutorado.
III. Cultura Crioula
Ementa
Conceituação de
cultura. Crioulização lingüística e crioulização cultural. Literatura e
folclore. Onomástica. Outros sistemas culturais.
Programa
1. Conceito de
cultura
1.1. O conceito
clássico
1.2. O conceito
antropológico
1.3. Cultura e
língua
1.4. Outros
2. Contato de
culturas
2.1.
Crioulização lingüística e crioulização cultural
2.2. Sincretismo
cultural
2.3. Alguns
sistemas culturais
3. Literatura e
folclore crioulos
3.1. As
narrativas orais (frábulas)
3.2. Os
provérbios
3.3. As
adivinhas
3.4.
Onomástica/antroponímia: sistemas de nominação
4. Cultura e
ension de segunda língua
4.1. Importância
da cultura no ensino de língua estrangeira
4.2. A cultura
popular e a evolução da linguagem
4.3. O
pluriculturalismo
BIBLIOGRAFIA
Alleine, Mervyn.
1989. Roots of language. Londres: Pluto Press.
Arantes, Antônio
Sérgio A. 1985. O que é cultura popular. São Paulo: Brasiliense.
Chaudenson, Robert. 1989a. Créole et enseignement du
français. Paris: L´Harmattan.
_______. 1989b. Créolisation linguistique et
créolisation culturelle. Etudes
créoles XII,1.53-73.
_______. 1992.
Des îles, des hommes, des langues. Paris: L´Harmattan.
Couto, Hildo
Honório do Couto. 1981. Semiótica da cultura e tradução. In: Mattos, Delton de
(org.) Estudos de tradutologia I. Brasília: Editora Kontakt, p. 9-32.
_______. 1983.
Uma introdução à semiótica. Rio de Janeiro: Presença.
_______. 1994. O
crioulo português da Guiné-Bissau. Hamburgo: Helmut Buske Verlag.
_______. 1996.
Introdução ao estudo das línguas crioulas e pidgins. Brasília: Editora da UnB.
_______. 1999.
Contato interlingüístico: da interação à gramática. Disponível em:
http://www.unb.br/il/let/crioul/contato.htm
Lotman, Juri.
1972. O problema de uma tipologia da cultura. Tempo brasileiro 29.30-44.
Lyons, John.
1981. Lingua(gem) e lingüística. Rio de Janeiro: Zahar.
Trajano Jr.,
Wilson. 1993a. Rumores: uma narrativa da nação. Série antropológica 143,
DAN-UnB.
_______. 1993b.
Escrita e oralidade. Série antropológica 154, DAN-UnB.